Loucura e despersonalização

Transtorno de despersonalização é o desligamento de sensações exteriores. Consiste na persistência ou recorrente experiência de se sentir desligado, como se alguém fosse um observador de seus próprios processos mentais ou do corpo. Assim definiu Hudson (Matthew Perry), no filme Numb, sobre sua desordem metal. (Logo me lembrei de um trecho da música Underneath, do Hanson: “Waking up this morning, thinking this can’t be real”).

Bom, ele só queria ser uma pessoa feliz com pensamentos felizes e deter suas preocupações e sua ansiedade, como boa parte das pessoas normais, eu acho. Resultado: acabou com o tal do transtorno de despersonalização. E na busca de encontrar o caminho de volta à realidade, em busca da sua cura, ele apelou para tudo: remédios, família, exercícios físicos (por causa da endorfina), roubar (por causa da adrenalina) e diversas sessões de terapias com diversos psicólogos.

Lógico que me lembrei das sessões de terapia da Meredith Grey (em Grey’s Anatomy). Ela também tinha uma espécie de surtos de apatia generalizada, os dois são auto-destrutivos e estavam a um só passo de um completo desastre. Sem contar que a mãe ferrou com psicológico dela, assim como a mãe de Hudson fez com o dele. Só que a Dra. Wyatt foi bem mais eficiente do que todos os médicos de Hudson juntos. Sorte da Grey, azar do Hudson, que teve que tentar juntar seus pedaços sozinhos. Solução para ambos: deixarem de ser obstáculos para si mesmos.

O maior medo dele era ficar louco espontaneamente. Já Meredith, tem outra opinião sobre o assunto: “Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão”.

Os dois tiveram um momento de redenção – lindos momentos, aliás. Porém, no fim ainda ficou uma incerteza no ar. Na quinta temporada de Grey’s, saberemos se Meredith está realmente liberta. Para Hudson, sobra meu otimismo.

Trailer do filme Numb (depois disso tudo, ainda preciso dizer que o filme é ótimo?):

“I don’t need therapy”: cena tragicômica de Grey’s Anatomy (só para notarem o quanto a Meredith é danificada – dark and twisty, como dizem – e o quanto a Dra. Wyatt se garante):

6 Comentários

  1. Lara disse,

    Maio 28, 2008 às 1:35 am

    Sammmmmmmm, ainda não vi made of honor.Vou ver com a Lissa sábado, se Deus quiser.Qro ver as crônicas de nárnia tbbbbbbb
    qrooo te ver tbmmmmmmmmmmmmmm

  2. paula r. disse,

    Maio 28, 2008 às 12:31 pm

    odeio me reconhecer nas doenças alheias.

  3. Ferdi disse,

    Maio 29, 2008 às 1:26 pm

    Idem Paula. Fiquei com medo de ficar despersonalizada tb…rs.
    Preciso ver esse filme!
    Bjos!

  4. Laís disse,

    Maio 29, 2008 às 2:40 pm

    Olá, não consegui ver os vídeos, acho que é esse trem da facul que não funciona
    direito. Tentarei ver em casa, mas, quanto ao filme, já fiquei com vontade
    de assistir. Tudo que envolve “loucura”, os ditos transtornos, me interessa (e muito),
    sem contar que o seu comentário, é como eu comentei no post anterior, dá muita vontade de assistir!
    ps: ainda não vi Once, mas uma amiga minha está baixando
    =D

    Beijos

  5. Natie disse,

    Maio 30, 2008 às 6:51 pm

    AAAAAH…
    Ainda nao vi esse filme do Matthew!!
    Apesar de amaaaaaar ele de paixão… Vou ver com ctzzz!!!
    Meredith… Vc sempre cita ela neeh?? Mtuuuuu idola… Virei fã da Ellen Pompeo depois de Grey’s! Nao só pela Mer, mas por ela mesma… Ela eh mtuuu fofaaaa!!
    Beijoos…

  6. Gisele disse,

    Junho 1, 2008 às 11:35 am

    Deu vontade de ver o filme, mas fiquei com uma dúvida: o Matthew Perry segura a onda de interpretar um transtornado? Adoro ele, mas acho que como ator ele é meio, digamos, limitado.

    Vou tentar conferir!

    Beijo (adorei teus textos, vou assinar o feed)


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