Vinte e poucas frases de Meredith Grey

Além de ser a protagonista da série, a Dra. Grey é também a narradora oficial de Grey’s Anatomy, suas divagações permeiam o enredo do episódios e, volta e meia, tira reflexões sobre os atos dos personagens, de maneira áspera e doce ao mesmo tempo. No ofício de salvar vidas alheias, ela acaba tirando lições para sua própria vida. São pensamentos simples, juvenis até, mas nem por isso menos profundos e válidos.

Sei que a lista ficou longa, mas se levarmos em conta que a série já teve mais de 70 episódios e cada um tem seu pensamento-mestre com diversas frases de efeito, até que fui bem concisa. Sem mais delongas, com a palavra: Meredith Grey!

Sobre relacionamentos (amigos, família, amores):

Intimidade é uma palavra de cinco sílabas para ‘aqui – está – o – meu – coração – por – favor – esmague-o – como – carne – moída – e – se – delicie’. É uma coisa ao mesmo tempo desejada e temida. Difícil de conviver com e impossível de se viver sem”

“A Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter… Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro… que triste. Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia”

“E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz

“Há um velho provérbio que diz que você não pode escolher sua família. Você aceita o que o destino lhe dá. E gostando deles ou não, amando-os ou não, entendendo-os ou não, você se adapta a eles. Aí tem também aquele que diz que a família onde você nasce é simplesmente o ponto de partida. Eles te alimentam, te vestem e tomam conta de você até que esteja pronto para cair no mundo e encontrar sua própria família, sua tribo”

Sobre o difícil ofício de crescer:

Comunicação. É a primeira coisa que realmente aprendemos na nossa vida. O engraçado é que, depois que crescemos, aprendemos as palavras e começamos a falar pra valer, fica mais difícil saber o que dizer”

“A gente cresce, fica alto, mais velho… Mas, na maioria dos casos, a gente ainda é um bando de crianças correndo no parquinho desesperados para entrar num grupo”

“O desejo pode ferrar com a sua vida. E por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que mais sofrem são aquelas que sequer sabem o que querem”

Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes,oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo”

Sobre verdades, mentiras, erros e suas consequências:

“Aqui vai a verdade sobre a verdade: ela machuca. Então, a gente mente”

“Talvez a gente goste da dor. Porque sem ela, talvez, a gente não se sentisse real”

“Estamos todos danificados, ao que parece. Alguns de nós, mais que outros. Carregamos o dano desde a infância e então, já adultos, causamos tanto quanto recebemos. Definitivamente, tudo que fazemos é causar danos

“Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar”

“Esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer

“A vida já é tão difícil, por que a gente fica arranjando mais problemas pra gente? Que necessidade é essa de apertar o botão de auto-destruição?”

“Então o que torna a Ira diferente dos outros seis pecados capitais? É bem simples na verdade: se entregue a um pecado como inveja ou orgulho e você só machuca a si mesmo. Experimente luxúria ou ganância e você machuca a si mesmo e mais uma ou duas pessoas. Mas a ira… Ira é a pior. A mãe de todos os pecados. A ira pode levar não somente você até o limite, mas também um número terrível de pessoas junto consigo”

“O que é pior: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás, mas nunca o fizeram?”

“Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda.”

Sobre outras coisas da vida:

“Você pode desperdiçar sua vida construindo barreiras e fronteiras ou então você pode viver ultrapassando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado é espetacular”

“Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir”

“Quem determina quando o velho acaba e o novo começa? Não é o calendário, não é um aniversário, nem um ano novo – é um evento.”

“A superstição fica naquele ponto entre o que conseguimos e o que não conseguimos controlar. Nós nos apoiamos em superstições porque somos espertos o suficiente para saber que não temos todas as respostas. E que a vida funciona de maneiras misteriosas”

“Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão“.

“Algumas vezes o esperado simplesmente perde importância comparado ao inesperado

Dos filmes homenzinhos: Hulk

O que me leva ao cinema ver um filme no estilo de Hulk? Meus amigos. É, se não fosse um acordo velado entre a gente, no qual eles assistem comigo filmes “mulherzinha” (com romance, piadinhas fofas, galã, mocinha, final feliz e afins) e, em contra partida, eu assisto com eles filmes “homenzinho” (com batidas, perseguições, heróis, ação, efeitos especiais, bem contra o mal e afins), provavelmente eu não veria o filme, só numa sessão da tarde qualquer e olhe lá. Não me entenda mal, nada contra a filmes de super-herói (eu adoro os do X-men, aliás), mas não é do tipo que me apetecem.

Voltando ao Hulk. Bem bacana. Esse universo das histórias em quadrinhos é bem interessante, o personagem Hulk idem. O filme também tem todos os outros atrativos de filme “homenzinho” muito bem feitos e conduzidos (tirando alguns pequenos deslizes, em especial na parte que se passa no Brasil, mesmo assim bem mais fiel do que se costuma ver por aí nas produções gringas). X-men continua sendo o meu filme preferido de heróis, mas tenho que admitir que Edward Norton como Mr. Green detona (sem contar que ele enrolando do português é muito fofo – ok, opinião mulherzinha, mas é verdade!)!

Love and The City

De uma maneira geral (e como fã da série), eu gostei do filme. Só acho que ele poderia ter sido melhor, bem melhor. A parte comédia, moda e cosmopolitan funcionou bem, já a do drama, sexo e reviravoltas deixou a desejar.

Sex and The City, o filme, peca por ser mais seriado do que filme. Aliás, se fosse dada mais uma temporada, creio que as tramas teriam sido mais bem resolvidas do que em duas horas e meia. O trailer me emocionou mais que o filme, sério. Tudo começou bem, fashion e descontraído, deixando todos a par de que pé estava a história e que caminhos iria seguir. O amor teve mais espaço que o sexo, transformando o filme em uma comédia romântica bem melhor do que muitas por aí. Porém teve uma hora que o filme esfriou e pior: não conseguiu dá conta do enredo, enrolaram muito no meio e o final ficou meio apressado. Muito poderia ter sido melhor aproveitado e desenvolvido. Vamos as críticas:

Miranda e Carrie: Muito forçada a briga delas, só para criar algo para abalar a amizade inabalável ( e isso já tinha acontecido de uma maneira bem mais convincente na série). Deu foi raiva da Carrie fazendo tempestade num copo d’água meses depois do ventaval. Mas eu gostei das duas passarem o filme na merda juntas, companheiras e tal, rendeu boas cenas, tirando a tal briga.

Steve e Miranda: Juro que eu fiquei abaladíssima quando vi no trailer que ele traí ela, mas a cena que ele conta e as demais da crise foram fraquinhas, uma ou duas se salvam.

Big e Carrie: Nunca fui partidária do Big (eu era do time do Aidan), mas não foi por isso que não me agradou o desfecho deles. Forçaram ali uma crise no altar, ainda que condizente, então, até aí tudo bem, mas a forma que ele se redimiu foi, sei lá, sem emoção e clichezinha. Sem contar a reação a Carrie, aí me poupe, só leva toco dele e depois só porque ele manda uns e-mails com cartas de amor plagiadas, tudo se resolve? Sério?! Já vi algo do tipo antes também…

Samantha e Smith: A mulher tem o absolut hunk totalmente hot e fofo aos seus pés e dispensa? Ok, ser monogâmica não é o estilo da Samantha, mas a forma que eles terminaram foi sem graça. “Eu amo você, mas eu me amo muito mais” e pronto, tudo bem resolvido, cinco anos de relacionamento chega ao fim numa boa, muito bem aceito. Não enguli isso.

Charlotte é a melhor do filme. E olha que tinha tudo para não ser, porque ela foi a única que não teve um grande drama, sem contar que, digamos assim, ela era a mais sem graça da série (mas eu adoro a personagem, tá?). Brandy, filho de Miranda e Steve, é muito fofo e é uma mistura perfeita dos dois, incrível! Fofa também é a filha adotiva da Charlotte, a chinezinha Lily. Outra coisa ótima do filme é a personagem Louise, a nova assistente da Carrie.

Para quem é fã da série, vale a pena. Tudo que nos levaram a gostar dessas quatro amigas novaiorquinas estava lá. Ah, no final das contas foi bom reencontrar esses personagens, dá uma espiada como andava a vida delas quatro anos depois, vê-las dando conta dos 40 anos (ou 50, no caso da Samantha) e toda aquela magia, companheirismo e glaumor da amizade delas. Sou fã, né? E, talvez por isso, tão exigente.

Parêntese terapêutico

Não sei se é porque ando vendo muita ficção com cenas de terapia (inclusive uma série somente sobre isso: In Treatment*), mas hoje bateu uma vontade de voltar ao tempo (nem tão longínquo assim) do blog-desabafo. Porque, meus caros, eu sou meio cética quanto terapia. Para algumas pessoas essa ajuda profissional é tudo, para mim, nem tanto.

Minha forma de lidar com os meus sentimentos interiores, por assim dizer, talvez seja escrevendo, e eu não falo isso para aparentar um charme pseudo intelectual, tentando soar poético, não mesmo. Eu parto do pressuposto que alguém estranho ouvir minhas lamentações e tentar tirar daí alguma lógica escusa não me diz muito, além de não me agradar, sinto-me invadida (e com certeza alguém teria uma teoria sobre isso). Sou muito mais um amigo, que sem eu me revelar explicitamente, me entende, me poda e me encoraja, sabe como?

Enfim, a vontade de desabafar por aqui, nem que fosse nas entrelinhas, veio, eu combati, passou, retornou e, creio eu, está rondando, mas não cravou lugar. Então, (…). Sabe tudo que pode caber em reticências dentro de um parênteses? É intenso e devastador.

Aliás, alguns parênteses/asteriscos:

* Só para não fugir muito da nova “linha editorial”: In Treatment, série da conceituadíssima HBO, é uma espécie de Big Brother da psicanálise. Cada episódio é uma sessão de terapia (com uma duração em média de uma: meia hora), no qual invadimos o consultório do Dr. Paul e a vida de cinco dos seus pacientes (uma mulher desequilibrada, um ex-piloto bélico perturbado, uma adolescente transtornada e um casal em crise), um para cada dia da semana (o casal é no mesmo dia, a tal terapia de casal) e na sexta é o terapeuta que faz terapia.
Eu não me identifico com nenhum dos pacientes, em nada, os problemas deles são além da minha realidade (não estou dizendo que são maiores ou menores, apenas distintos), mas a minha preferida é a Sophie, a adolescente, são dela as sessões mais tensas. Também acho interessante a terapia do terapeuta, notamos quão vulneráveis podem ser esses profissionais, humanos acima de tudo, não é mesmo? Bom, às vezes essas sessões ficam meio cansativas, porque, imagino eu, deva retratar a terapia como ela é, porém as interpretações e o roteiro são incríveis. Enfim, fica aí a dica para quem gosta.

** Eu já falei de How I Met Your Mother por aqui? Não? Imperdoável! Meu novo sitcom preferido (talvez só perca para Friends). Aliás, parece com a história do sexteto do Central Perk, mas agora é um quinteto que bate ponto no bar Mclaren’s, na mesma Nova York, com o mesmo estilo de humor, mas com narrativa e personalidade própria. Estou adorando. Falei um pouco mais da série aqui.

*** Sexta tem Sex and The City, o filme. Quem mais já se sente na fila?

**** Os parênteses do post ficaram maiores que o próprio… melhor assim.

O primeiro disco a gente nunca esquece

Ainda no clima musical e das correntes bloguisticas: faça seu primeiro disco.

Essa peguei do blog da paula.

Instruções:

1. Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2. Acesse http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3. Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Opcional: salvar a imagem e colocar nome da banda e título.

Eis o meu:

^^

Trilha Sonora e Das Listas – parte 2

Trilha sonora:

Essa peguei do flog da Lílian.

Abra sua lista de reprodução [Winamp, Media Player ou derivados], coloque em “Ordem Aleatória” e de play. Pra cada pergunta, coloque a música que estiver tocando. Quando for pra outra pergunta, mude de música!.

Antes de tudo: as músicas que estão no meu pc não são necessariamente das minhas bandas preferidas. Aliás, algumas estão aqui só por acidente e, em geral, das minhas bandas preferidas eu escuto no som mesmo, oras (até porque escuto muito pouco som no pc).

1] Créditos de Abertura: War on Sound – Moonbabies
(O título faz sentido)

2] Ao acordar: Barely Legal – The Strokes
(Uma boa começar o dia assim: “Dirija-se para o trabalho, você chegara a tempo. Esses pequenos problemas não são seus, nem meus”)

3] Primeiro dia de aula: Come to Me – Koop
(Só se estiver muito ansiosa para voltar ás aulas, que dependendo da aula, pode ser..)

4] Infância: Catch My Disease – Ben Lee
(é, né, é uma época cheia de doenças infectuosas…rs Mas eu amo essa música!)

5] Ao se apaixonar: Sealion – Feist
(Numa visão meio pessimista, quem sabe)

6] Música de Batalha: Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse
(É uma boa maneira de se encarar)

7] Fim de namoro: A Whisper - Coldplay
(Só se a pessoa estiver desesperada, o que não é difícil nessa situação)

8] Formatura: How We Operate – Gomez
(Serve, principalmente se você se formar em medicina, rs)

9] Vida: Coming Back for More – Hanson
(Depende do ponto de vista…)

10] Faculdade: Valerie – Amy Winehouse
(Se forçarmos a barra, pode ser)

11] Colegial: Broken – Lifehouse
(No melhor estilo problemas da adolescência)

12] Depressão: Circles – Natalie Walker
(Total!)

13] Na estrada: Let Me Out – Ben’s Brother
(“Eu antes preferiria estar vagueando de fome e sem teto do que aqui no afeto da derrota silenciosa… Então deixe-me sair ou deixe-me entrar” Acho que funciona…)

14] Flashback: Keep Breathing – Ingrid Michaelson
(Amo essa música! Acho que cairia bem num flashback e num flashforward também)

15] Reatando namoro: Leave The Ligth On – Hanson
(perfeito, caiu como uma luva: “Se você me ajudar a encontrar o meu caminho de volta… de volta ao seus braços amorosos”)

16] Casamento: Such Great Heights – Postal Service
(É bonitinha, não muito cerimonial, mas bonitinha)

17] Nascimento do filhos: God Put a Smile Upon Your Face – Coldplay
(“Para onde vamos, ninguém sabe. Nunca diga que está deprimida, quando Deus te deu estilo e graça e colocou um sorriso em seu rosto”, para mim, seria lindo)

18] Batalha Final: I Me You - Jim Noir
(Só se todos entrarem em uma paz confusa)

19] Cena de morte: Last Nite - The Strokes
(é, pode ser… o título é perfeito)

20] Música do Funeral: Great Divide - Hanson
(Ahá! A melhor! )

21] Créditos Finais: Addicted – Amy Winehouse
(Ah, nada ver, só forçando a barra…rs)

Top 5 bandas:

Aproveitando o clima musical, segue a lista das minhas bandas preferidas. Até que não foi muito difícil. Impossível seria fazer um top 10.

1 e 2 – Titãs e Hanson (Não consigo escolher entre os dois, ok?)
3- Chico Buarque (Não é uma banda, mas vale por uma orquestra)
4- Cordel do Fogo Encantado
5- U2

Num Top 20, entrariam também: Sam Phillips, Matt White, Zeca Baleiro, Los Hermanos, Nenhum de Nós, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Cazuza, Nick Drake, Silverchair, Red Hot Chili Peppers, Kleiderman, The Clash, Emma Bunton, Pato Fu e alguns dos citados na trilha acima (e outros tantos, quem sabe…)