Ruivicidade

“alegria é um presépio, a tristeza é tentação”

Letras extensas e complicadas que eu sei de cor. Violão incendiário e um ruivo insano. Loucura branda. Com ele, eu gosto do brega.  Das frases mais azuis. Nunca enjôo do seu imenso relicário, até as insuportaveis se tornam empolgantes. Pulo. E eu berro vem.  E eu fico rouca. Com ela, troco olhares que só a nós pertencem. Pertinho de casa, na praia. E quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor. É um momento mágico e de tons vermelhos.

Foto: Nando Reis, show em Fortaleza, 29/08/08.

p.s. Para quem se assustou com o post anterior, vale dizer que eu não vejo mais nada da TV, e acompanhar dez séries requer menos tempo do que acompanhar duas novelas, por exemplo. Bem menos. Tá, depois dessa reflexão eu me sinto menos viciada.

Calendário de uma viciada

Estava eu, inocentemente, querendo montar um calendário para poder acompanhar as séries quando as novas temporadas estrearem nos EUA, quando constatei que será uma missão quase impossível. Com a greve dos roteiristas e agora com a mid season, eu comecei a ver tantas séries para preencher o tempo, que minha lista aumentou consideravelmente, estou acompanhando mais de 10 séries! E ainda tem algumas novas que eu queria começar a ver, mas estou vendo que será complicado… Vejamos o calendário (lembrando que para mim a série só ficará disponível um, dois ou mais dias depois, tudo depende dos anjos da internet):

7 de Setembro (Domingo): True Blood
Essa é uma das novas, só quero assistir porque é do mesmo criador de Six Feet Under e é da HBO, ou seja, tem ótimas credenciais. Como é no começo do mês, tá beleza, a maioria das séries  que eu vejo só volta no final de setembro mesmo. Então, vai dar para assistir ao piloto e aos primeiros episódios e avaliar se vale a pena continuar vendo ou não a vida desses vampiros.

9 de Setembro (Terça): Fringe
Outra nova, quero só ver qual é a dela, já que é do criador de Lost e tem o Pacey de Dawson’s Creek. Apesar de ser um episódio de 2 horas, e eu achar que não vai fazer meu tipo, vou dar uma chance.

House: Dying changes everything

16 de Setembro (Terça): House
Logicamente, pelo menos no começo, acompanharei ávida os episódios do meu médico rabugento do coração. Até porque, pelo jeito que terminou a quarta temporada, eu estou louca pra saber como ficará a relação House e Wilson. Então, se Fringe não me pegar, nada vai atrapalhar minhas “terças” com House.

22 de Setembro (Segunda-Feira): How I Met Your Mother
Sempre arranjarei um tempinho para ver meu atual sitcom preferido, afinal é só vinte minutinhos mesmo, e todo mundo precisa de algo para desopilar durante a semana. O quinteto é minha yoga (ou seria “meu yoga”?).

How I Met Your Mother: It's gonna be LEGENDARY!

25 de Setembro (Quinta-Feira): Grey’s Anatomy, The Office e Secret Diary of a Call Girl
Pronto, aqui as coisas começam a se complicar. Grey’s eu só deixarei de ver em caso de vida ou morte, e olhe lá! Por isso, prevejo que The Office e a inglesa Call Girl ficarão um pouco devassadas, mas como são séries de meia hora, não deve ser nada muito drástico. Na verdade, estou pensando em deixar a Call Girl pra ver quando as séries entrarem no intervalo de final ano. É, farei isso.

28 de Setembro (Domingo): Brothers & Sisters, Dexter e Desperate Housewives
Domingo é que tem a situação mais crítica. Teoricamente já teria True Blood (se eu gostar muito da série) e tem Brothers & Sister que é outra que não vou conseguir deixar de ver, a família Walker já é minha segunda família. Dexter, tenho certeza, se eu ver o primeiro episódio não vou poder parar mais de seguir meu serial killer preferido nessa nova etapa sangrenta de sua vida. Com isso, se for deixar alguma de lado, dolorosamente, será Desperate Housewives, mas mesmo com um pouco de atraso, sempre estarei na cola dos moradores de Wisteria Lane.

Brothers & Sisters: Where rivalry... is revelry!

1° de Outubro (Quarta-Feira): Private Practice, Dirty Sexy Money e Pushing Daisies
Bom, quarta é um dia tranquilo, porque se eu atrasar qualquer uma dessas três não afetará minha vida. Na verdade, Pushing Daisies deve ser a primeira a ser eliminada se eu tiver que cortar alguma série. E só Private Practice que estou um pouco ansiosa para ver mesmo.

Ainda bem que In Treatment não volta agora, porque não daria conta de episódios diários da minha terapia televisionada. Tem Lost também, que prometi que iria acompanhar mais fielmente, mas como só volta ano que vem, isso será uma tarefa para 2009.

E vocês? São assim tão viciados quanto eu e estão com dilemas parecidos?

Adendo (edição feita em 05/09/08): Inclua Californication no domingo também, meu mais novo vício.

Instinto assassino e ex-prisioneiros jogadores de voley

Primeiro, o assunto do dia: a derrota do Brasil para os EUA na final do voley masculino. Eu não acompanhei nada dessa olimpíada, nada. Não vi nem sequer uma prova de natação, ou um 100 metros rasos do atletismo, nada mesmo. Não tenho nenhum grande motivo especifico para isso, simplesmente, não assistir. Enfim, mas vi a final de ontem. Estava com uns amigos, e, no calor do momento, decidimos esticar a tarde até a madruga para vermos o jogo juntos. Por que não, né? Que eu saiba não tem nenhuma regra que proíba de ver a final, sem ter visto toda a campanha (tem?).

Enfim, vocês sabem o que aconteceu. Os meninos do Brasil perderam para os participantes do programa de reintegração a sociedade das penitenciárias americanas. Ah, vai dizer que aqueles jogadores não tinham pinta de serem figurantes de Oz? Principalmente aquele Ball. Mas o Stanley é lindo, meio ogrosexual, mas lindo. Inclusive, teve momentos que eu até torci por ele, já que os brasileiros eram só decepção. Ok, eles não amarelaram, lutaram até o final, mas depois do primeiro set, alguma coisa desandou, porque eles estavam errando muito, e os americanos se fizeram em cima desses erros, mas tudo bem, como bem disse Galvão, “se perder, perdeu”. Tadinhos de nós, perdemos e ainda temos o Galvão.

Mudando de assunto (ou não), eu tenho 41% de instinto assassino segundo esse teste aqui. E você?

E se eu for uma frigideira?

No dia-a-dia, eu, na maioria das vezes, sinto “vergonha alheia”, por isso mesmo é tão gratificante quando sinto “orgulho alheio”. Melhor ainda quando a fonte desse sentimento é uma pessoa tão querida. Por isso, licença, que eu preciso babar minha amiga mineira Fernanda Pinho, que vem a ser a autora do livro cuja a capa, feita por outra amiga (Roberta Azevedo), vocês vêem aqui, e que eu tive o privilégio de ler quando ele ainda eram capítulos soltos em trocas de e-mails diárias.

Bom, o motivo de orgulho não é só porque uma das minhas melhores amigas lançou um livro, mas sim porque uma das minhas melhores amigas escreveu uma ótima história que agora se tornou um livro. E se eu for uma frigideira? é a narrativa pessoal de uma mulher de 20 e poucos anos, em busca do amor (a tampa de sua panela) e de um rumo para vida. O interessante é forma leve e engraçada que Thelma, a protagonista, conta sua história, fazendo a gente e rir e se identificar com as situações. Livros mulherzinha para adolescentes e para balzaquinas têm aos montes, mas esse é sobre mulheres de uma idade injustamente ignorada pela mídia. Sim, talvez nós aos vinte e poucos anos tenhamos tão ou mais crises quanto tínhamos aos 15 ou teremos aos 30. Thelma e eu que o diga.

A própria Ferdi falou de seu livro no seu blog e ele está a venda no site da editora. É lindo, né?

Lágrimas em cena

Já falei algumas vezes aqui que a minha suscetividade às lágrimas é baixíssima. É muito raro eu chorar vendo algum filme ou série, aliás, conto nos dedos de uma mão só os seriados que já conseguiram esse feito, não à toa são os meus preferidos. Bom, sem mais delongas, inspirada neste post da Gisele Ramos, do blog da TV, selecionei os dez momentos únicos que me fizeram chorar, vamos a eles:

O primeiro filme, e por muitos anos o único, que me fez chorar foi Meu Primeiro Amor (My Girl). Tá que eu tinha menos de 10 anos e que eu era meio apaixonada pelo Macaulay Culkin, mas eu chorei pelo menos nas cinco primeiras vezes que vi o filme. Sim, na cena que ela pede para colocarem os óculos nele, quando ele está no caixão sendo velado. Meu coração infantil não suportava. Lágrimas e mais lágrimas.

Anos e anos depois, fui ver Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me), já era essa pessoa meio cética e “durona” que sou hoje, que pode até se emocionar vendo filmes, mas chorar, imagina! Só que passei o filme todo com nó na garganta, segurando bravamente as lágrimas, mas quando Ann começa a gravar as fitas que deixará para as filhas depois que morrer, desabei.

Gilmore Girls foi o primeiro seriado que eu me vicei para valer e o primeiro que me fez me envolver profundamente com os personagens, claro que foi o primeiro também a me levar às lágrimas e por duas vezes! (sem contar as outras tantos que fiquei com o coração na mão, com olhos marejados ou com um sorriso bobo no rosto). O interessante é que as duas vezes foram em formaturas da Rory (e a minha personagem preferida é a Lorelai). Na sua formatura de high school, durante seu discurso de oradora, que ela homenageia os amigos, os habitantes de Stars Hollow, os avós e, principalmente, a mãe, eu chorei, chorei feito boba (é, não são só fatos tristes que me tocam).

A outra vez foi no final da série, quando a cidade se organiza para fazer uma festa de formatura/despedida para Rory. Tá, não foi só por causa disso, foi por causa de tudo, era o fim, afinal, como canta a garota dos lálálás da série “I don’t know how to say goodbye to you”. Bon Voyage, garotas Gilmore e cia!

Todos dizem que a coisa mais fácil que existe é chorar com Grey’s Anatomy, mas lembre-se eu sou peculiar nesse aspecto. Embora tenha me emocionado várias vezes com os personagens, só chorei duas vezes. A primeira foi com uma paciente, acho que na segunda temporada, que está no leito de morte, mas esconde o fato da filha, que é meio insolente. Alex Karev, nosso McEvil, pressiona a mulher a falar a verdade, então, ela tem uma conversa com a garota, dando dicas para um futuro que ela não vai poder está presente, sem dizer que está para morrer, mas deixando isso claro nas entrelinhas (algo que me lembrou Minha vida sem mim). Então, ralas lágrimas rolaram aqui, enquanto a filha e a mãe choravam na telinha.

A segunda vez foi ainda mais impactante: a morte do pai do George O’Malley. O episódio já estava triste e emocionante por si só, mas no final, quando a coração gelado Cristina Yang chega pro George e diz que ele acaba de entrar no clube dos pais mortos (do qual ela e eu também fazemos partes), e ele diz que não sabe viver num mundo sem o pai dele e Yang diz que esse sentimento nunca irá mudar. Pronto, me desmanchei.

A família Walker quase me faz chorar todo final de episódio, seja de felicidade ou tristeza. Mas Brothers & Sisters só me levou as vias de fato apenas uma vez, quando minha sister preferida, Sarah, mulher forte, divertida e segura, perde a guarda dos filhos para o ex-marido covarde. Desde que o juiz anunciou a decisão até ela sentar ao lado da mãe chorando em seu ombro, após os filhos deixarem sua casa, eu era só lágrimas.

Studio 60 foi outra que conseguiu a façanha de me fazer chorar por duas vezes, e olha que a série só teve uma temporada. Ao fim dos episódios, eu sentia vontade de abraçar a TV; no de Natal, eu quase chorei; mas no espisódio 14, quando Matt e Harriet tem uma profunda discussão de relacionamento, sem clichês, só puro sentimento se tornando sofrimento, não deu para me conter, chorei. Aaron Sorkin escreve os melhores e mais tocantes diálogos. Fato!

A segunda vez foi no final, que além de ter tido uma alta carga de emoção para as histórias dos personagens (que eu já amava intensamente), foi o final prematuro e injusto para uma das melhores produções da tv americana (quiça do mundo!). Triste, muito triste.

Por fim, Six Feet Under. Uma série que mexia comigo, com meus sentimentos mais internos e escusos A cada episódio a família Fischer e agregados me dava uma lição de vida (ou de morte, já que eram donos de uma funerária). Six Feet Under tinha uma carga emocional tão forte, que ao final dos episódios eu sempre ficava com uma sensação esquisita, de vazio na maioria das vezes. Consegui passar cinco temporadas sem chorar, mas no grande e excelente final, não teve como, era humanamente impossível, até para os mais frios e insensíveis, quanto mais para uma pessoa (levemente) vulnerável quanto eu.

Minha emissora de TV favorita

Nada de Globo, muito menos SBT ou Record. Já se foi o tempo de MTV, Warner e Sony. Podia ser a HBO até, mas não, minha emissora preferida é a americana ABC (sim, a emissora “adulta” da Disney). Conhecida por suas peculiares dramédias, ela transmite (láááááá nos EUA), nada mais, nada menos do que as minhas duas séries favoritas do momento: Grey’s Anatomy e Brothers & Sisters. Sem contar que na sua grade também tem Private Practice, Dirty Sexy Money e Desperate Housewives que eu também adoro. Tem Pushing Daisies e Lost também, que eu não acho essas coisas toda que todo mundo acha, mas de vez em quando eu assisto. E Ugly Betty, que eu não vejo, mas tenho a impressão que iria gostar. Entre outras, como se pode ver nessa ótima promo do canal:

p.s. Em suma, se a ABC tivesse House, Dexter e How I Met Your Mother, eu não “assistiria” outro canal (Ok, também tem In Treatment, da HBO e The Office, da NBC, mas eu acho que viveria sem essas).

p.p.s. Se a ABC tivesse transmitido Gilmore Girls, Friends e Studio 60, ela seria perfeita para mim! Antigamente a minha emissora preferida seria a NBC, que era o canal dessas três séries. Bons tempos da NBC!

p.p.p.s. Em setembro, quando as novas temporadas das séries que eu vejo estrearem, eu terei mais assunto pro blog (porém menos tempo). Por hora estou me dedicando aos livros. Qualquer dia escrevo algo a respeito.