Um minuto para os comerciais

Pra quem não sabe, eu orgulhosamente escrevo com mais quatro amigos uma, digamos, série escrita, chamada Em Família, que conta a história da família Andrade e é inspirada (mas é diferente) em Borthers & Sisters. Ou seja, caminha pelo humor e pelo drama com as idiossincrasias de todo núcleo familiar que se preze.

Pois bem, o episódio que foi ao ar hoje (o 11º já!) é de minha autoria, então, pra quem já acompanha, fica o lembrete, e para quem ainda não conhece, fica a dica. É só clicar aqui. Aguardamos os comentários, considerações, sugestões e críticas.

Ainda no ramo “escrever + seriados”, comecei a colaborar com o Blog na TV. Vou resenhar por lá. Quem gostar do maravilhoso mundo das séries é mais que bem-vindo.

Desejos

Transpor fronteiras, tanto as territoriais quanto as mentais, sem esquecer das metas. Cansei de me reter ao mesmo perímetro, viver constantemente limitada. Eu preciso do mundo, de um mundo de opções. Experiências, momentos, criar mais capítulos para o livro da minha existência. Cercar-me de pessoas, novas, queridas, diferentes.

Busco um conhecimento, enigmático, ambulante e quase que distante demais para as minhas forças. Mais do quê fonte intelectual, eu sempre busco um rumo, indecifrável, pertencente ao futuro, que foi ontem, é hoje, e não se sabe se chega a ser amanhã. As minhas certezas vão se cancelando, confundido, trazendo novas normas. A espera sempre foi uma das condições do tempo para se dispor a resoluções. Sem escolhas? Só me resta acatar, resignada, suas chantagens egocêntricas? O meu ato de decidir encontra impedimento a cada passo da busca…

Às vezes, as coisas bem que poderiam simplesmente dar certo.

A vida até parece uma festa

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“… uma cena que saiu da tela, uma vida que seguiu adiante…”

Em duas palavras: Emocionante e instigante.

Em várias palavras:

Arrebatadora a montagem das imagens de Titãs: A vida até parece uma festa. O documentário é um brilhante quebra-cabeça bem montado de cenas desconexas que contam a história da, me dá licença, minha banda. E, putz, que orgulho dela. Sério.

Achei o começo bem divertido, minha prima de 12 anos (mais ou menos a idade que eu comecei a gostar de Titãs), na sua concepção de vida de século XXI, então, achou tudo hilário. As roupas, os cenários, as performances. Por um momento eu pensei: como isso deu certo? É punk? Não, é Sonífera Ilha! Foi uma geração representada por oito caras totalmente malucos e geniais.

Ao longo da trajetória exposta na película, o mais marcante foram os elos de amizades e as músicas, que tive que me segurar para não berrá-las – no entanto, cantarolei baixinho.

Os bastidores agradaram meu lado curiosa de rockstar frustrada. Queria tá ali no meio daquele bando de amigos, tocando, cantando, surtando, criando, baguçando, enfim, divertindo e divertindo-se. Ainda bem que pelos minutos que duram uma música ou um show, a gente pode ter um pouco daquilo. Diversão é solução sim!

E teve também seus momentos de nó na garganta. Divertido e tenso. Denso e leve. Assim são as melhores ficções, mas aquilo tudo pulsava uma realidade quase palpável, já que volta e meia a gente se sentia dentro do filme.

As cenas a partir do final dos anos 90 já me eram bem familiares. Vivi aquilo. Da minha pré-adolescência até hoje em dia. De cinco minutos guardados a Anjo exterminador. De certa forma, aquela também era a minha história, ou parte dela, vá lá. Uma boa e importante parte. Da minha vida e de tantos outros milhares de fãs.

E se os Titãs consolidaram uma história musical e visceral de amizade, posso dizer também que eles me deram grandes amigos. Amizade que pode ter começado na platéia de um show, mas agora já é pra tudo e para toda vida. Sem contar a minha irmã, eterna companheira de aventuras titânicas, e agora minha prima que já sonha com os próximos shows. Isso é algo.

Como eu, de certa forma, cada um que vá ver o filme tem (ou terá) sua história cruzada ou marcada pelos Titãs. Bom, falo isso do meu lado de cá, de fã orgulhosa da sua banda preferida! Meio como declaração de amor, meio como agradecimento por esses 27 anos de banda e pelos 10 anos marcando minha estrada.

Briga de gigantes

Sonho muito. Mais de olhos abertos do que fechados. Como toda boa pisiciana. Fato. E quando sonho de olhos fechados sei que estou sonhando. Isso porque meu lado racional não se entrega fácil numa briga de gigantes emoções e devaneios.

Conclusão: o despertador sempre toca antes do finalmente, para o bem ou para mal.

2009: o ano que recomeçou

2008 foi um ano atípico para mim (e bem apático também, diga-se). Parei de fazer coisas costumeiras. Fiz outras que nunca tinha feito. Descobri a necessidade de usar óculos e de parar de comer certos alimentos. Distanciei-me de quase tudo. Alcancei quase nada.

Entre as paixões, atividades e pessoas que, de uma forma ou de outra, eu deixei de lado ano passado, encontra-se esse blog.Estou retomando tudo aos poucos.

É, só para dizer que resolvi voltar.