Parêntese terapêutico

Junho 4, 2008 at 10:10 pm (Blog-desabafo, Constatações, Devaneios e divagações, Seriados) (, )

Não sei se é porque ando vendo muita ficção com cenas de terapia (inclusive uma série somente sobre isso: In Treatment*), mas hoje bateu uma vontade de voltar ao tempo (nem tão longínquo assim) do blog-desabafo. Porque, meus caros, eu sou meio cética quanto terapia. Para algumas pessoas essa ajuda profissional é tudo, para mim, nem tanto.

Minha forma de lidar com os meus sentimentos interiores, por assim dizer, talvez seja escrevendo, e eu não falo isso para aparentar um charme pseudo intelectual, tentando soar poético, não mesmo. Eu parto do pressuposto que alguém estranho ouvir minhas lamentações e tentar tirar daí alguma lógica escusa não me diz muito, além de não me agradar, sinto-me invadida (e com certeza alguém teria uma teoria sobre isso). Sou muito mais um amigo, que sem eu me revelar explicitamente, me entende, me poda e me encoraja, sabe como?

Enfim, a vontade de desabafar por aqui, nem que fosse nas entrelinhas, veio, eu combati, passou, retornou e, creio eu, está rodando, mas não cravou lugar. Então, (…). Sabe tudo que pode caber em reticências dentro de um parênteses? É intenso e devastador.

Aliás, alguns parênteses/asteriscos:

* Só para não fugir muito da nova “linha editorial”: In Treatment, série da conceituadíssima HBO, é uma espécie de Big Brother da psicanálise. Cada episódio é uma sessão de terapia (com uma duração em média de uma: meia hora), no qual invadimos o consultório do Dr. Paul e a vida de cinco dos seus pacientes (uma mulher desequilibrada, um ex-piloto bélico perturbado, uma adolescente transtornada e um casal em crise), um para cada dia da semana (o casal é no mesmo dia, a tal terapia de casal) e na sexta é o terapeuta que faz terapia.
Eu não me identifico com nenhum dos pacientes, em nada, os problemas deles são além da minha realidade (não estou dizendo que são maiores ou menores, apenas distintos), mas a minha preferida é a Sophie, a adolescente, são dela as sessões mais tensas. Também acho interessante a terapia do terapeuta, notamos quão vulneráveis podem ser esses profissionais, humanos acima de tudo, não é mesmo? Bom, às vezes essas sessões ficam meio cansativas, porque, imagino eu, deva retratar a terapia como ela é, porém as interpretações e o roteiro são incríveis. Enfim, fica aí a dica para quem gosta.

** Eu já falei de How I Met Your Mother por aqui? Não? Imperdoável! Meu novo sitcom preferido (talvez só perca para Friends). Aliás, parece com a história do sexteto do Central Perk, mas agora é um quinteto que bate ponto no bar Mclaren’s, na mesma Nova York, com o mesmo estilo de humor, mas com narrativa e personalidade própria. Estou adorando. Falei um pouco mais da série aqui.

*** Sexta tem Sex and The City, o filme. Quem mais já se sente na fila?

**** Os parênteses do post ficaram maiores que o próprio… melhor assim.

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Das listas - parte 1

Maio 23, 2008 at 12:19 am (Constatações, Perguntas e respostas, Seriados, Séries que amo)

Eu sou uma pessoa indecisa, esquecida, instável, emotiva-racional* e contraditória. Por isso não lido bem com listas de top 5, mas hoje resolvi arriscar. Comecei pelo mais fácil, os seriados. A próxima será de bandas e cantores, daí partirei para os maiores desafios de todos os tempos: filmes e livros.

Top 10 Séries que ainda estão no ar:
1- Grey’s Anatomy
2- Brothers & Sisters
3- House M.D
4- Desperate Housewives
5- Dexter
6- How I Met Your Mother
7- Private Practice
8- The Office
9- Dirty Sexy Money
10- Pushing Daises

Top 10 Séries que já terminaram:
1- Gilmore Girls
2- Studio 60
3- Friends
4- Six Feet Under
5- Mad About You
6- Sex and City
7- Party of Five
8- The West Wing
9- Os Sopranos (e olha que só vi o piloto, rs)
10- Seinfeld

É, eu tive que dividir em duas categorias, porque é humanamente impossível eu escolher entre Gilmore Girls e Grey’s Anatomy, por exemplo. Eu já me martirizei muito fazendo essa lista… Ah, é claro que se eu fosse escrever essa lista amanhã, ela já sofreria alterações, só garanto a ordem dos três primeiros de cada categoria e por tempo indeterminado.

Falando nisso, para quem possa interessar, falei sobre os excelentes finais de temporada de House M.D. e Desperate Housewives no Box Fechado, para ler é só clicar aqui e aqui, respectivamente. E hoje tem o final da quarta temporada de Grey’s!!!! Mas, provavelmente só verei no domingo com ele. Possivelmente até lá já estarei sem unhas e com poucos fios de cabelo.

* Emotiva-racional seria um tipo de pessoa que embora se deixe levar pela emoção, sempre busca racionalizar os sentimentos e atos. Impulsiva, porém sensata. Exemplo crítico: Está achando a vida uma merda, só ver o suicídio como saída, mas não se joga da ponte porque pensa no transtorno que seu corpo estendido no asfalto causaria no transito. Ou pior, vai que a queda não a mata? Ou vai que ficaria exposta sendo alvo de curiosidade alheia aparecendo em programa policial tosco e tudo? Ninguém merece terminar a vida assim, por mais medíocre que ela tenha sido. Em suma, emotiva-racional é sinônimo de contraditória-paranóica.

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I’ve been there before

Maio 8, 2008 at 8:39 pm (Constatações, Music is life, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca) ()

Hanson

Eles vem de novo ao Brasil e eu não tenho pespectivas de ir vê-los (de novo!). É nada mais, nada menos, do que a banda que eu gosto há mais tempo, desde que eu era pré-adolescente, forever and ever. Sabe a lista das coisas que você tem que fazer antes de morrer? Então, ir ao show deles está bem possicionado nessa minha lista.

Estou até sem vontade de escrever sobre o show da Amy Winehouse cover que fui sexta passada, ou sobre a minha descoberta tardia do Coldplay, ou ainda de como eu estava com saudades de ouvir Red Hot Chilli Peppers. Também nem estou a fim de falar do quanto foi bom o episódio da semana passada de Grey’s Antomy (mas já falei dele aqui) e das minhas espectativas sobre o episódio final da segunda temporada de Brothers & Sisters próximo domingo.

Na verdade, só consigo pensar nos trechos mais depressivos das músicas deles, tais como:

“Penny likes to get away and drown her pain in lemonade. Penny dreams of rainy days and nights up late by the fireplace…”
“Can’t put my mind at ease with the words I say, trying to get myself to get out of my way”
“I am all that I fear…”
“But in a way I’m giving up some of myself…”
“Life isn’t what it seems, it’s something in a dream”
“She says please,watch over me, and she is on her knees and she begs and pleads”

Não, eles não são uma banda emo - nem eu. Drama queen, maybe. Maybe!

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Morrer: verbo transitivo

Abril 20, 2008 at 10:28 pm (Constatações, Seriados, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca)

- Por que as pessoas precisam morrer?
- Para que a vida seja importante.

Morrer é verbo intransitivo. Quem morre, morre. Certo? Não, se você pegar um programa único como Six Feet Under (A Sete Palmos) que gira em torno da funerária da família Fisher. Via de regra os episódios sempre começavam com uma morte, que podia ou não ter ligação direta com o enredo. Durante as 5 temporadas, vimos vários tipo de mortes. Serenas, bizarras, pitorescas, doloridas, trágicas, inesperadas… Fato é que a morbidez era um sentimento pulsante na série, mas estava longe de ser o único.

Ousada, como tradicionalmente as séries da HBO são, Six Feet Under não nos poupava de tocar em assuntos e sentimentos que, em geral, ninguém gosta de mencionar e fingem, dentro de sua hipocrisia e moralismo, que não existem. Sexo, drogas, homossexualismo, incesto, traição, religião, aborto. A sensibilidade dos temas também não impedia que fossem tratados com profundidade ou sob óticas diversas. A vida é tragicômica e o seriado reflete isso, não só com humor negro, mas com situações que beiram o surreal, dando margem para sonhos, visões e alucinações que eram reflexos da repressão e angústia existencial dos personagens.

E os personagens, ah, os personagens são imperfeitos, sombrios, danificados e perturbados, mas são também encantadores, cada um ao seu modo. Não foi difícil se apegar aos Fishers e seus agregados. Ruth, Nate, David, Claire, Brenda, Rico, Keith, George, apesar de por vezes nos decepcionarem com suas atitudes, humanas acima de tudo, sofremos com eles e assim como eles, sofremos em silêncio, e aceitamos seus defeitos e entendemos suas fraquezas, mais do que qualquer psicólogo. Profissão, a qual, aliás, a série pegou para cristo, criticando e zuando sempre que possível, assim como ao governo Bush, o quê, claro, só vem a somar pontos positivos.

Resultado de uma série de ótimos fatores (elenco, roteirista, produção, direção), Six Feet Under, além de atípica (qual outra se desenvolve em volta de uma funerária?) é, no conjunto geral, perfeita. O final, então, deixou meus resistentes olhos cheios de lágrimas.

Tudo acaba em um momento, talvez seja esse o grande lema da série. E, no caso, Six Feet Under, terminou como começou, excelente.

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Frases by Dr. Gregory House

Março 21, 2008 at 2:03 pm (Constatações, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca) ()


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“Olá pessoas doentes e seus familiares. Para não perdemos tempo e evitarmos conversa-fiada chata, eu sou o doutor Gregory House, mas vocês podem me chamar de Greg. (…) Eu sou um entediado diagnologista, com dupla especialidade em Infectologia e Nefrologia. Eu também sou o único médico dessa clínica que é obrigado a estar aqui. Mas não se preocupem, porque a maioria de vocês poderiam ser tratados por um macaco com um analgésico. Falando nisso, se me incomodarem muito, vocês poderão me ver tomando Vicodin (tira um frasco de remédio do bolso). Isso é meu, não é para vocês. E não, eu não tenho problemas de lidar com a dor, eu tenho problemas de dor. Mas quem sabe, talvez eu esteja muito doidão para dizer. Então, quem me quer?”

“Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes,o futuro depende delas”

“Ainda é ilegal fazer uma autópsia em uma pessoa viva?”

“Se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é psicótico”

“Eu já atingi a cota mensal de exames inúteis para idiotas teimosos”

“Um viciado em sexo com a língua inchada. Imagine todos os lugares que posso fazer Dr. Foreman procurar!”

Uma freira fala para House: “A Irmã fulana acredita em coisas que não são reais”
House responde: “Pensei que esse fosse uma exigência para sua atividade”

“Preciso ir, o prédio está cheio de pessoas doentes. Se correr, talvez consiga evitá-las”

“Eu não preciso assistir a THE O.C., mas me deixa feliz”

“Eu sou o McCane!” (McBengala, referência aos apelidos com Mc dos médicos de Grey’s Anatomy, McDreamy, McSteamy, McVet, etc)

“Leia menos… veja mais TV”

“Como disse o filósofo Jagger uma vez: ‘Você não pode ter sempre aquilo que quer’”

“Todo mundo mente” (essa é clássica e é alma do seriado).
Ah, são tantas, ele é ótimo com suas tiradas e sacarmos, genial e genioso … My vicodin! I love hate him!

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meu dia

Março 17, 2008 at 12:01 pm (Constatações)

O dia do seu aniversário é mesmo uma data ímpar no ano (o meu é todo 14 de março) e não só porque você se transforma em protagonista do dia, ganha presentes, bolos e desejos, mas especialmente porque você nota o quanto suas pessoas se importam e gostam de você, não que isso não aconteça nos outros dias do ano, mas é bom ver tudo concentrado num dia só. Até dá pra esquecer que você está um ano mais velha (e depois dos 20 isso é tão desanimador) e sua vida e você continuam os mesmos, embora isso não seja de todo ruim. Eu acho.

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começar de novo

Fevereiro 11, 2008 at 8:01 pm (Constatações)

Meu antigo blog sumiu. Não me pergunte como, nem porquê. Hoje eu acredito no destino, então, um novo blog. Não porque eu não consiga viver sem ter um lugar para escrever, filosofar, desabafar ou qualquer outra atividade intelectual/espiritual nobre. Mas porque eu preciso de um lugar para armazenar todos os links de outros sites e blogs que visito com freqüência, já que meus favoritos (ou meu computador, como queira) sempre me deixam na mão. Vivo sem escrever, mas não sem ler. Mentira, não vivo sem os dois. E preciso dos meus links! Alguns não sei onde foram parar. Procura-se.

Meu antigo blog desapareceu. Será que volta? Tão bonitinho que ele era. Durou tão pouco tempo. E dessa vez nem tive culpa. Fazendo uma analogia rala, é como aqueles objetos que perdemos, que não sabemos onde ou como, num instante estava aqui e zaz, evaporou. Um dia como quem não quer nada, quem sabe, você o encontra no fundo do armário, no cantinho da sala, embaixo dos livros, atrás do porta-retrato. .. ou não. Se encontrarem, me avisem.

Meu antigo blog se foi. Eu acho que pra sempre. Assim como algumas pessoas que simplesmente vão, sem dizer pra onde ou por qual motivo, apenas dão as costas, te largam de lado, não perguntam mais por você, fingem que não te conhecem, não dizem a que veio ou porquê vão, partem prematuramente da sua história (ou já vão tarde), viram a página da vida delas onde você esteve, pelo menos aparentemente, afinal você sabe que é inesquecível e inocente. Um dia, quem sabe, voltem a cruzar seu caminho, te arranquem um sorriso, segurem a sua mão e faça por merecer toda sua dedicação e admiração outra vez… ou não. O problema é que a gente se apega. Porém, se ouvirem falar a respeito, digam que estou bem sem.

Meu novo blog começa aqui e precisa de uma arrumação, mas por hora tá bom. Não acham?

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