A vida até parece uma festa

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“… uma cena que saiu da tela, uma vida que seguiu adiante…”

Em duas palavras: Emocionante e instigante.

Em várias palavras:

Arrebatadora a montagem das imagens de Titãs: A vida até parece uma festa. O documentário é um brilhante quebra-cabeça bem montado de cenas desconexas que contam a história da, me dá licença, minha banda. E, putz, que orgulho dela. Sério.

Achei o começo bem divertido, minha prima de 12 anos (mais ou menos a idade que eu comecei a gostar de Titãs), na sua concepção de vida de século XXI, então, achou tudo hilário. As roupas, os cenários, as performances. Por um momento eu pensei: como isso deu certo? É punk? Não, é Sonífera Ilha! Foi uma geração representada por oito caras totalmente malucos e geniais.

Ao longo da trajetória exposta na película, o mais marcante foram os elos de amizades e as músicas, que tive que me segurar para não berrá-las – no entanto, cantarolei baixinho.

Os bastidores agradaram meu lado curiosa de rockstar frustrada. Queria tá ali no meio daquele bando de amigos, tocando, cantando, surtando, criando, baguçando, enfim, divertindo e divertindo-se. Ainda bem que pelos minutos que duram uma música ou um show, a gente pode ter um pouco daquilo. Diversão é solução sim!

E teve também seus momentos de nó na garganta. Divertido e tenso. Denso e leve. Assim são as melhores ficções, mas aquilo tudo pulsava uma realidade quase palpável, já que volta e meia a gente se sentia dentro do filme.

As cenas a partir do final dos anos 90 já me eram bem familiares. Vivi aquilo. Da minha pré-adolescência até hoje em dia. De cinco minutos guardados a Anjo exterminador. De certa forma, aquela também era a minha história, ou parte dela, vá lá. Uma boa e importante parte. Da minha vida e de tantos outros milhares de fãs.

E se os Titãs consolidaram uma história musical e visceral de amizade, posso dizer também que eles me deram grandes amigos. Amizade que pode ter começado na platéia de um show, mas agora já é pra tudo e para toda vida. Sem contar a minha irmã, eterna companheira de aventuras titânicas, e agora minha prima que já sonha com os próximos shows. Isso é algo.

Como eu, de certa forma, cada um que vá ver o filme tem (ou terá) sua história cruzada ou marcada pelos Titãs. Bom, falo isso do meu lado de cá, de fã orgulhosa da sua banda preferida! Meio como declaração de amor, meio como agradecimento por esses 27 anos de banda e pelos 10 anos marcando minha estrada.

Futuro sem futuro

Eu particularmente não gosto dessa linha intelectual de culto a pobreza, ou, como os teóricos chamam, “estética da pobreza”. Fazer filmes sobre o submundo da criminalidade e da miséria das periferias brasileiras já virou lugar comum. Só que não se pode negar que essa realidade pode ser inspiradora, assim como a Ditadura, mas nem toda empreitada cultural-artística (e elas não são poucas) nesses contextos são bem sucedidas.

Walter Sales e Daniela Thomas foram felizes  em escolherem outro viés para  Linha de Passe. Focaram em uma família da periferia de São Paulo, mas optaram por mostrar aspectos para além da criminalidade. Falaram da vida, de relacionamentos, da falta de perspectivas, da fé, de uma busca constante e frustrante por algo maior. Por isso o filme é tocante e exala realidade, faz sentido até para quem não vive propriamente nesse universo.

Sem mais delongas, fica dica. Cinema nacional é bom sim, senhor! E não é só Globo Filmes.

Os que olhos não vêem, o coração sente

Há quatro anos, no meu aniversário, ganhei de alguns amigos da faculdade (por meio da boa e velha cota salvadora dos bolsos universitários) o livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Nunca tinha lido nada dele e foi encanto a primeira página, terminando o livro achando ele genial pela forma peculiar de narrar, escrever e criar metáforas. De lá pra cá, já li mais alguns livros do português, mas Ensaio sobre a cegueira continua sendo o meu preferido.

Portanto, desde que começou a se falar de um filme sobre o livro, minha expectativa só foi aumentando. Com direção de Fernando Meirelles e com Mark Ruffalo e Sandra Oh no elenco, eu estava esperando algo no mínimo ótimo. O que, todos sabem, não é bom, pois elevar demais as expectativas de algo contribui catastroficamente para a frustração.


Felizmente não foi o caso. Ontem, com boa parte desses amigos que me presentearam com o livro, fui assistir ao filme: Ensaio sobre a cegueira (Blindness).  Falando dos aspectos técnicos que, confesso, é o que menos importa para mim, o filme é visualmente lindo. Fotografia e direção são um primor. As tentativas de fazer o telespectador se senti cego e ser levado pela cegueira branca, no entanto, não chegam a ser assim arrebatadoras, mas facilmente se capta aquele universo que os personagens estão submersos. Aliás, o elenco, embora não tenha nenhuma interpretação transcendente, é ótimo.

Porém, eu só sei falar de sentimentos. Sendo assim, o que mais me satisfez foi o fato do filme ter sido bastante fiel ao livro. As palavras tornaram-se imagens. As sensações despertadas nas escritas de Saramago foram muito bem transposta para a película de Meirelles. E  elas não são poucas. Angustia, tensão, repulsa, medo, desesperança, esperança… Um livro e um filme sensível e pesado.

Acho que Fernando Meirelles, depois das fortes críticas recebidas, deve ter ponderado algumas cenas mais pesadas que poderiam ter dado mais sentimento e tensão ao filme, assim como é o livro, mas mesmo assim, não tenho o que reclamar. Aliás, o que eu possa falar depois do próprio Saramago ter terminado de assistir ao filme com lágrimas e sem palavras?

Lágrimas em cena

Já falei algumas vezes aqui que a minha suscetividade às lágrimas é baixíssima. É muito raro eu chorar vendo algum filme ou série, aliás, conto nos dedos de uma mão só os seriados que já conseguiram esse feito, não à toa são os meus preferidos. Bom, sem mais delongas, inspirada neste post da Gisele Ramos, do blog da TV, selecionei os dez momentos únicos que me fizeram chorar, vamos a eles:

O primeiro filme, e por muitos anos o único, que me fez chorar foi Meu Primeiro Amor (My Girl). Tá que eu tinha menos de 10 anos e que eu era meio apaixonada pelo Macaulay Culkin, mas eu chorei pelo menos nas cinco primeiras vezes que vi o filme. Sim, na cena que ela pede para colocarem os óculos nele, quando ele está no caixão sendo velado. Meu coração infantil não suportava. Lágrimas e mais lágrimas.

Anos e anos depois, fui ver Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me), já era essa pessoa meio cética e “durona” que sou hoje, que pode até se emocionar vendo filmes, mas chorar, imagina! Só que passei o filme todo com nó na garganta, segurando bravamente as lágrimas, mas quando Ann começa a gravar as fitas que deixará para as filhas depois que morrer, desabei.

Gilmore Girls foi o primeiro seriado que eu me vicei para valer e o primeiro que me fez me envolver profundamente com os personagens, claro que foi o primeiro também a me levar às lágrimas e por duas vezes! (sem contar as outras tantos que fiquei com o coração na mão, com olhos marejados ou com um sorriso bobo no rosto). O interessante é que as duas vezes foram em formaturas da Rory (e a minha personagem preferida é a Lorelai). Na sua formatura de high school, durante seu discurso de oradora, que ela homenageia os amigos, os habitantes de Stars Hollow, os avós e, principalmente, a mãe, eu chorei, chorei feito boba (é, não são só fatos tristes que me tocam).

A outra vez foi no final da série, quando a cidade se organiza para fazer uma festa de formatura/despedida para Rory. Tá, não foi só por causa disso, foi por causa de tudo, era o fim, afinal, como canta a garota dos lálálás da série “I don’t know how to say goodbye to you”. Bon Voyage, garotas Gilmore e cia!

Todos dizem que a coisa mais fácil que existe é chorar com Grey’s Anatomy, mas lembre-se eu sou peculiar nesse aspecto. Embora tenha me emocionado várias vezes com os personagens, só chorei duas vezes. A primeira foi com uma paciente, acho que na segunda temporada, que está no leito de morte, mas esconde o fato da filha, que é meio insolente. Alex Karev, nosso McEvil, pressiona a mulher a falar a verdade, então, ela tem uma conversa com a garota, dando dicas para um futuro que ela não vai poder está presente, sem dizer que está para morrer, mas deixando isso claro nas entrelinhas (algo que me lembrou Minha vida sem mim). Então, ralas lágrimas rolaram aqui, enquanto a filha e a mãe choravam na telinha.

A segunda vez foi ainda mais impactante: a morte do pai do George O’Malley. O episódio já estava triste e emocionante por si só, mas no final, quando a coração gelado Cristina Yang chega pro George e diz que ele acaba de entrar no clube dos pais mortos (do qual ela e eu também fazemos partes), e ele diz que não sabe viver num mundo sem o pai dele e Yang diz que esse sentimento nunca irá mudar. Pronto, me desmanchei.

A família Walker quase me faz chorar todo final de episódio, seja de felicidade ou tristeza. Mas Brothers & Sisters só me levou as vias de fato apenas uma vez, quando minha sister preferida, Sarah, mulher forte, divertida e segura, perde a guarda dos filhos para o ex-marido covarde. Desde que o juiz anunciou a decisão até ela sentar ao lado da mãe chorando em seu ombro, após os filhos deixarem sua casa, eu era só lágrimas.

Studio 60 foi outra que conseguiu a façanha de me fazer chorar por duas vezes, e olha que a série só teve uma temporada. Ao fim dos episódios, eu sentia vontade de abraçar a TV; no de Natal, eu quase chorei; mas no espisódio 14, quando Matt e Harriet tem uma profunda discussão de relacionamento, sem clichês, só puro sentimento se tornando sofrimento, não deu para me conter, chorei. Aaron Sorkin escreve os melhores e mais tocantes diálogos. Fato!

A segunda vez foi no final, que além de ter tido uma alta carga de emoção para as histórias dos personagens (que eu já amava intensamente), foi o final prematuro e injusto para uma das melhores produções da tv americana (quiça do mundo!). Triste, muito triste.

Por fim, Six Feet Under. Uma série que mexia comigo, com meus sentimentos mais internos e escusos A cada episódio a família Fischer e agregados me dava uma lição de vida (ou de morte, já que eram donos de uma funerária). Six Feet Under tinha uma carga emocional tão forte, que ao final dos episódios eu sempre ficava com uma sensação esquisita, de vazio na maioria das vezes. Consegui passar cinco temporadas sem chorar, mas no grande e excelente final, não teve como, era humanamente impossível, até para os mais frios e insensíveis, quanto mais para uma pessoa (levemente) vulnerável quanto eu.

Why so serious?

A loucura é como a gravidade, tudo o que é necessário é um pequeno empurrão

Há alguns post, eu cometei que filmes de heróis não me apeteciam muito, com exceção de X-men. Bom, agora podem colocar Batman: the dark knight na lista também. O cavaleiro das trevas teve a incrível façanha de me fazer sair da sala de cinema com sentimento de angustia misturado com felicidade difícil de descrever e que não me acontecia há muito tempo.

Saí exausta, não porque o filme é longo, chato ou algo do tipo, pelo contrário. Eu assistia torcendo que durasse mais e mais. 2h30 não foi nada. A exaustão foi culpa da carga emocional do filme. Jogos psicológicos comandados brilhantemente e psicoticamente pelo imperativo Coringa de Heath Ledger (Oscar póstumo, por favor!) torturavam minha mente e meu coração gélido e cético.

Deve ter sido porque o diretor e roteirista Christopher Nolan molda seus personagens com humanidade, para soarem realistas dentro desse universo fantástico dos quadrinhos. Não duvido da existência, em alguma Gotham City da vida, de um milionário a fim de salvar o mundo na calada da noite, um maluco e transtornado Joker, um promotor duas caras, um comissário de polícia e herói nas horas vagas, um cientista genial e um mordomo mais ainda. Há de existir, pelo menos, um Bruce Wayne para mim (comentário “mulherzinha”) e o Coringa para divertir e chocar o mundo.

Batman é um filme de herói com suas ações, reviravoltas e efeitos especiais espetaculares, mas é também um filme denso, triste, sarcástico, trágico e inteligente (nossa, quantos adjetivos numa frase só!). Batman é um herói traumatizado e vulnerável, que agora tomou para si o peso da vilania, porque o cavaleiro das trevas é o herói que merecemos, mas que não precisamos no momento. Nota 10, cinco estrelas, carinha feliz, bonequinho aplaudindo de pé, enfim, o filme merece qualquer simbologia máxima que os críticos costumam aplicar em suas avaliações.

Dos filmes homenzinhos: Hulk

O que me leva ao cinema ver um filme no estilo de Hulk? Meus amigos. É, se não fosse um acordo velado entre a gente, no qual eles assistem comigo filmes “mulherzinha” (com romance, piadinhas fofas, galã, mocinha, final feliz e afins) e, em contra partida, eu assisto com eles filmes “homenzinho” (com batidas, perseguições, heróis, ação, efeitos especiais, bem contra o mal e afins), provavelmente eu não veria o filme, só numa sessão da tarde qualquer e olhe lá. Não me entenda mal, nada contra a filmes de super-herói (eu adoro os do X-men, aliás), mas não é do tipo que me apetecem.

Voltando ao Hulk. Bem bacana. Esse universo das histórias em quadrinhos é bem interessante, o personagem Hulk idem. O filme também tem todos os outros atrativos de filme “homenzinho” muito bem feitos e conduzidos (tirando alguns pequenos deslizes, em especial na parte que se passa no Brasil, mesmo assim bem mais fiel do que se costuma ver por aí nas produções gringas). X-men continua sendo o meu filme preferido de heróis, mas tenho que admitir que Edward Norton como Mr. Green detona (sem contar que ele enrolando do português é muito fofo – ok, opinião mulherzinha, mas é verdade!)!

Love and The City

De uma maneira geral (e como fã da série), eu gostei do filme. Só acho que ele poderia ter sido melhor, bem melhor. A parte comédia, moda e cosmopolitan funcionou bem, já a do drama, sexo e reviravoltas deixou a desejar.

Sex and The City, o filme, peca por ser mais seriado do que filme. Aliás, se fosse dada mais uma temporada, creio que as tramas teriam sido mais bem resolvidas do que em duas horas e meia. O trailer me emocionou mais que o filme, sério. Tudo começou bem, fashion e descontraído, deixando todos a par de que pé estava a história e que caminhos iria seguir. O amor teve mais espaço que o sexo, transformando o filme em uma comédia romântica bem melhor do que muitas por aí. Porém teve uma hora que o filme esfriou e pior: não conseguiu dá conta do enredo, enrolaram muito no meio e o final ficou meio apressado. Muito poderia ter sido melhor aproveitado e desenvolvido. Vamos as críticas:

Miranda e Carrie: Muito forçada a briga delas, só para criar algo para abalar a amizade inabalável ( e isso já tinha acontecido de uma maneira bem mais convincente na série). Deu foi raiva da Carrie fazendo tempestade num copo d’água meses depois do ventaval. Mas eu gostei das duas passarem o filme na merda juntas, companheiras e tal, rendeu boas cenas, tirando a tal briga.

Steve e Miranda: Juro que eu fiquei abaladíssima quando vi no trailer que ele traí ela, mas a cena que ele conta e as demais da crise foram fraquinhas, uma ou duas se salvam.

Big e Carrie: Nunca fui partidária do Big (eu era do time do Aidan), mas não foi por isso que não me agradou o desfecho deles. Forçaram ali uma crise no altar, ainda que condizente, então, até aí tudo bem, mas a forma que ele se redimiu foi, sei lá, sem emoção e clichezinha. Sem contar a reação a Carrie, aí me poupe, só leva toco dele e depois só porque ele manda uns e-mails com cartas de amor plagiadas, tudo se resolve? Sério?! Já vi algo do tipo antes também…

Samantha e Smith: A mulher tem o absolut hunk totalmente hot e fofo aos seus pés e dispensa? Ok, ser monogâmica não é o estilo da Samantha, mas a forma que eles terminaram foi sem graça. “Eu amo você, mas eu me amo muito mais” e pronto, tudo bem resolvido, cinco anos de relacionamento chega ao fim numa boa, muito bem aceito. Não enguli isso.

Charlotte é a melhor do filme. E olha que tinha tudo para não ser, porque ela foi a única que não teve um grande drama, sem contar que, digamos assim, ela era a mais sem graça da série (mas eu adoro a personagem, tá?). Brandy, filho de Miranda e Steve, é muito fofo e é uma mistura perfeita dos dois, incrível! Fofa também é a filha adotiva da Charlotte, a chinezinha Lily. Outra coisa ótima do filme é a personagem Louise, a nova assistente da Carrie.

Para quem é fã da série, vale a pena. Tudo que nos levaram a gostar dessas quatro amigas novaiorquinas estava lá. Ah, no final das contas foi bom reencontrar esses personagens, dá uma espiada como andava a vida delas quatro anos depois, vê-las dando conta dos 40 anos (ou 50, no caso da Samantha) e toda aquela magia, companheirismo e glaumor da amizade delas. Sou fã, né? E, talvez por isso, tão exigente.

Loucura e despersonalização

Transtorno de despersonalização é o desligamento de sensações exteriores. Consiste na persistência ou recorrente experiência de se sentir desligado, como se alguém fosse um observador de seus próprios processos mentais ou do corpo. Assim definiu Hudson (Matthew Perry), no filme Numb, sobre sua desordem metal. (Logo me lembrei de um trecho da música Underneath, do Hanson: “Waking up this morning, thinking this can’t be real”).

Bom, ele só queria ser uma pessoa feliz com pensamentos felizes e deter suas preocupações e sua ansiedade, como boa parte das pessoas normais, eu acho. Resultado: acabou com o tal do transtorno de despersonalização. E na busca de encontrar o caminho de volta à realidade, em busca da sua cura, ele apelou para tudo: remédios, família, exercícios físicos (por causa da endorfina), roubar (por causa da adrenalina) e diversas sessões de terapias com diversos psicólogos.

Lógico que me lembrei das sessões de terapia da Meredith Grey (em Grey’s Anatomy). Ela também tinha uma espécie de surtos de apatia generalizada, os dois são auto-destrutivos e estavam a um só passo de um completo desastre. Sem contar que a mãe ferrou com psicológico dela, assim como a mãe de Hudson fez com o dele. Só que a Dra. Wyatt foi bem mais eficiente do que todos os médicos de Hudson juntos. Sorte da Grey, azar do Hudson, que teve que tentar juntar seus pedaços sozinhos. Solução para ambos: deixarem de ser obstáculos para si mesmos.

O maior medo dele era ficar louco espontaneamente. Já Meredith, tem outra opinião sobre o assunto: “Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão”.

Os dois tiveram um momento de redenção – lindos momentos, aliás. Porém, no fim ainda ficou uma incerteza no ar. Na quinta temporada de Grey’s, saberemos se Meredith está realmente liberta. Para Hudson, sobra meu otimismo.

Trailer do filme Numb (depois disso tudo, ainda preciso dizer que o filme é ótimo?):

“I don’t need therapy”: cena tragicômica de Grey’s Anatomy (só para notarem o quanto a Meredith é danificada – dark and twisty, como dizem – e o quanto a Dra. Wyatt se garante):

Conto de fadas

Ter crianças na família pode significar ter que assistir “Espanta Tubarão” dublado pelo Paulinho Vilhena, numa sala de cinema lotada de pequenos seres gasquitos que acham super legal fazer guerra de comida em local público. Mas, eventualmente, também pode significar um filme da Disney meigo, musical e mágico numa tarde de domingo, na tranquilidade do seu lar.

Encantada é uma história de uma futura princesa que é banida no mundo das fantasias pela bruxa má. A princesa, obviamente, acredita em príncipe encantado, beijo verdadeiro de amor e no famigerado felizes para sempre. Quando ela se depara com o mundo real, com seres reais e problemas reais, ela passa a questionar tudo isso, mas sem deixar seu encantamento de lado. O filme é leve, divertido e romântico. Ah, e ainda tem o lindo Dr. McDreamy, de Grey’s Anatomy, no papel do “rival” do príncipe encantado. O final é feliz, claro, mas não lá muito convencional.

Será que ainda me é permitido acreditar em contos de fadas?

O caçador de pipas

Eu fico meio assim de ver filmes e, principalmente, ler livros muito badalados. Filmes derivados de livros muito badalados, pior ainda (Preconceito, quem não tem? O meu, pelo menos, não é crime hediondo). Mesmo assim, numa tarde a toa, fui com amigos ver O Caçador de Pipas. E taí que o filme era bom. Fui, então, ler o livro. Nada de muito diferente da sua adaptação cinematográfica. Claro que tinha uns fatos a mais, outros meio diferentes, mas a essência era a mesma: uma história sobre devoção e amizade. Nos dois eu quase chorei com o “momento carta”.

O caso é que comigo as coisas acontecem da seguinte forma: mesmo, em geral, eu gostando mais de livros que filmes, se eu vejo o filmes antes, o livro torna-se menos interessante (e vice-versa) e eu sempre tendo a gostar mais daquele que eu tive o primeiro contato. E vocês? (aquela que quer interagir com os poucos amigos/leitores, rs)

A amiga Laís falou aqui sobre suas considerações a respeito de outros livros que viram filmes. Vale a pena ler.

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