O que me leva ao cinema ver um filme no estilo de Hulk? Meus amigos. É, se não fosse um acordo velado entre a gente, no qual eles assistem comigo filmes “mulherzinha” (com romance, piadinhas fofas, galã, mocinha, final feliz e afins) e, em contra partida, eu assisto com eles filmes “homenzinho” (com batidas, perseguições, heróis, ação, efeitos especiais, bem contra o mal e afins), provavelmente eu não veria o filme, só numa sessão da tarde qualquer e olhe lá. Não me entenda mal, nada contra a filmes de super-herói (eu adoro os do X-men, aliás), mas não é do tipo que me apetecem.
Voltando ao Hulk. Bem bacana. Esse universo das histórias em quadrinhos é bem interessante, o personagem Hulk idem. O filme também tem todos os outros atrativos de filme “homenzinho” muito bem feitos e conduzidos (tirando alguns pequenos deslizes, em especial na parte que se passa no Brasil, mesmo assim bem mais fiel do que se costuma ver por aí nas produções gringas). X-men continua sendo o meu filme preferido de heróis, mas tenho que admitir que Edward Norton como Mr. Green detona (sem contar que ele enrolando do português é muito fofo - ok, opinião mulherzinha, mas é verdade!)!
De uma maneira geral (e como fã da série), eu gostei do filme. Só acho que ele poderia ter sido melhor, bem melhor. A parte comédia, moda e cosmopolitan funcionou bem, já a do drama, sexo e reviravoltas deixou a desejar.
Sex and The City, o filme, peca por ser mais seriado do que filme. Aliás, se fosse dada mais uma temporada, creio que as tramas teriam sido mais bem resolvidas do que em duas horas e meia. O trailer me emocionou mais que o filme, sério. Tudo começou bem, fashion e descontraído, deixando todos a par de que pé estava a história e que caminhos iria seguir. O amor teve mais espaço que o sexo, transformando o filme em uma comédia romântica bem melhor do que muitas por aí. Porém teve uma hora que o filme esfriou e pior: não conseguiu dá conta do enredo, enrolaram muito no meio e o final ficou meio apressado. Muito poderia ter sido melhor aproveitado e desenvolvido. Vamos as críticas:
Miranda e Carrie: Muito forçada a briga delas, só para criar algo para abalar a amizade inabalável ( e isso já tinha acontecido de uma maneira bem mais convincente na série). Deu foi raiva da Carrie fazendo tempestade num copo d’água meses depois do ventaval. Mas eu gostei das duas passarem o filme na merda juntas, companheiras e tal, rendeu boas cenas, tirando a tal briga.
Steve e Miranda: Juro que eu fiquei abaladíssima quando vi no trailer que ele traí ela, mas a cena que ele conta e as demais da crise foram fraquinhas, uma ou duas se salvam.
Big e Carrie: Nunca fui partidária do Big (eu era do time do Aidan), mas não foi por isso que não me agradou o desfecho deles. Forçaram ali uma crise no altar, ainda que condizente, então, até aí tudo bem, mas a forma que ele se redimiu foi, sei lá, sem emoção e clichezinha. Sem contar a reação a Carrie, aí me poupe, só leva toco dele e depois só porque ele manda uns e-mails com cartas de amor plagiadas, tudo se resolve? Sério?! Já vi algo do tipo antes também…
Samantha e Smith: A mulher tem o absolut hunk totalmente hot e fofo aos seus pés e dispensa? Ok, ser monogâmica não é o estilo da Samantha, mas a forma que eles terminaram foi sem graça. “Eu amo você, mas eu me amo muito mais” e pronto, tudo bem resolvido, cinco anos de relacionamento chega ao fim numa boa, muito bem aceito. Não enguli isso.
Charlotte é a melhor do filme. E olha que tinha tudo para não ser, porque ela foi a única que não teve um grande drama, sem contar que, digamos assim, ela era a mais sem graça da série (mas eu adoro a personagem, tá?). Brandy, filho de Miranda e Steve, é muito fofo e é uma mistura perfeita dos dois, incrível! Fofa também é a filha adotiva da Charlotte, a chinezinha Lily. Outra coisa ótima do filme é a personagem Louise, a nova assistente da Carrie.
Para quem é fã da série, vale a pena. Tudo que nos levaram a gostar dessas quatro amigas novaiorquinas estava lá. Ah, no final das contas foi bom reencontrar esses personagens, dá uma espiada como andava a vida delas quatro anos depois, vê-las dando conta dos 40 anos (ou 50, no caso da Samantha) e toda aquela magia, companheirismo e glaumor da amizade delas. Sou fã, né? E, talvez por isso, tão exigente.
Transtorno de despersonalização é o desligamento de sensações exteriores. Consiste na persistência ou recorrente experiência de se sentir desligado, como se alguém fosse um observador de seus próprios processos mentais ou do corpo. Assim definiu Hudson (Matthew Perry), no filme Numb, sobre sua desordem metal. (Logo me lembrei de um trecho da música Underneath, do Hanson: “Waking up this morning, thinking this can’t be real”).
Bom, ele só queria ser uma pessoa feliz com pensamentos felizes e deter suas preocupações e sua ansiedade, como boa parte das pessoas normais, eu acho. Resultado: acabou com o tal do transtorno de despersonalização. E na busca de encontrar o caminho de volta à realidade, em busca da sua cura, ele apelou para tudo: remédios, família, exercícios físicos (por causa da endorfina), roubar (por causa da adrenalina) e diversas sessões de terapias com diversos psicólogos.
Lógico que me lembrei das sessões de terapia da Meredith Grey (em Grey’s Anatomy). Ela também tinha uma espécie de surtos de apatia generalizada, os dois são auto-destrutivos e estavam a um só passo de um completo desastre. Sem contar que a mãe ferrou com psicológico dela, assim como a mãe de Hudson fez com o dele. Só que a Dra. Wyatt foi bem mais eficiente do que todos os médicos de Hudson juntos.Sorte da Grey, azar do Hudson, que teve que tentar juntar seus pedaços sozinhos. Solução para ambos: deixarem de ser obstáculos para si mesmos.
O maior medo dele era ficar louco espontaneamente. Já Meredith, tem outra opinião sobre o assunto: “Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão”.
Os dois tiveram um momento de redenção - lindos momentos, aliás. Porém, no fim ainda ficou uma incerteza no ar. Na quinta temporada de Grey’s, saberemos se Meredith está realmente liberta. Para Hudson, sobra meu otimismo.
Trailer do filme Numb (depois disso tudo, ainda preciso dizer que o filme é ótimo?):
“I don’t need therapy”: cena tragicômica de Grey’s Anatomy (só para notarem o quanto a Meredith é danificada - dark and twisty, como dizem - e o quanto a Dra. Wyatt se garante):
Ter crianças na família pode significar ter que assistir “Espanta Tubarão” dublado pelo Paulinho Vilhena, numa sala de cinema lotada de pequenos seres gasquitos que acham super legal fazer guerra de comida em local público. Mas, eventualmente, também pode significar um filme da Disney meigo, musical e mágico numa tarde de domingo, na tranquilidade do seu lar.
Encantada é uma história de uma futura princesa que é banida no mundo das fantasias pela bruxa má. A princesa, obviamente, acredita em príncipe encantado, beijo verdadeiro de amor e no famigerado felizes para sempre. Quando ela se depara com o mundo real, com seres reais e problemas reais, ela passa a questionar tudo isso, mas sem deixar seu encantamento de lado. O filme é leve, divertido e romântico. Ah, e ainda tem o lindo Dr. McDreamy, de Grey’s Anatomy, no papel do “rival” do príncipe encantado. O final é feliz, claro, mas não lá muito convencional.
Será que ainda me é permitido acreditar em contos de fadas?
Eu fico meio assim de ver filmes e, principalmente, ler livros muito badalados. Filmes derivados de livros muito badalados, pior ainda (Preconceito, quem não tem? O meu, pelo menos, não é crime hediondo). Mesmo assim, numa tarde a toa, fui com amigos ver O Caçador de Pipas. E taí que o filme era bom. Fui, então, ler o livro. Nada de muito diferente da sua adaptação cinematográfica. Claro que tinha uns fatos a mais, outros meio diferentes, mas a essência era a mesma: uma história sobre devoção e amizade. Nos dois eu quase chorei com o “momento carta”.
O caso é que comigo as coisas acontecem da seguinte forma: mesmo, em geral, eu gostando mais de livros que filmes, se eu vejo o filmes antes, o livro torna-se menos interessante (e vice-versa) e eu sempre tendo a gostar mais daquele que eu tive o primeiro contato. E vocês? (aquela que quer interagir com os poucos amigos/leitores, rs)
A amiga Laís falou aqui sobre suas considerações a respeito de outros livros que viram filmes. Vale a pena ler.
Como fazer para encantar e fugir do óbvio ulante da fórmula cara sensível, romântico e depressivo tem seu destino cruzado com o da garota bonita, misteriosa e divertida? Simples, seja simples, faça da música o terceiro protagonista e evite um final previsivelmente feliz. Eu juro que se eu fosse dada a chorar vendo filmes, eu tinha chorado. Quem conhece minha peculiar sensibilidade cinematográfica, sabe do que eu estou falando. Porém, meu coração ficou apertadíssimo.
Para ler uma resenha digna, escrita pelo amigo Zé que me indicou o filme, clique aqui.
p.s. comunicado importante (ou não): Decidi que esse blog vai ser exclusivo para eu comentar sobre os livros, filmes, músicas, seriados e afins que cruzarem o meu caminho e chamarem atenção o suficiente para merecer um lugar aqui. No máximo, ao falar deles, eu faça alguma analogia a minha vida pessoal (isso não soou como eu imaginava, mas você captaram a mensagem, né?).