Já falei algumas vezes aqui que a minha suscetividade às lágrimas é baixíssima. É muito raro eu chorar vendo algum filme ou série, aliás, conto nos dedos de uma mão só os seriados que já conseguiram esse feito, não à toa são os meus preferidos. Bom, sem mais delongas, inspirada neste post da Gisele Ramos, do blog da TV, selecionei os dez momentos únicos que me fizeram chorar, vamos a eles:

O primeiro filme, e por muitos anos o único, que me fez chorar foi Meu Primeiro Amor (My Girl). Tá que eu tinha menos de 10 anos e que eu era meio apaixonada pelo Macaulay Culkin, mas eu chorei pelo menos nas cinco primeiras vezes que vi o filme. Sim, na cena que ela pede para colocarem os óculos nele, quando ele está no caixão sendo velado. Meu coração infantil não suportava. Lágrimas e mais lágrimas.

Anos e anos depois, fui ver Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me), já era essa pessoa meio cética e “durona” que sou hoje, que pode até se emocionar vendo filmes, mas chorar, imagina! Só que passei o filme todo com nó na garganta, segurando bravamente as lágrimas, mas quando Ann começa a gravar as fitas que deixará para as filhas depois que morrer, desabei.

Gilmore Girls foi o primeiro seriado que eu me vicei para valer e o primeiro que me fez me envolver profundamente com os personagens, claro que foi o primeiro também a me levar às lágrimas e por duas vezes! (sem contar as outras tantos que fiquei com o coração na mão, com olhos marejados ou com um sorriso bobo no rosto). O interessante é que as duas vezes foram em formaturas da Rory (e a minha personagem preferida é a Lorelai). Na sua formatura de high school, durante seu discurso de oradora, que ela homenageia os amigos, os habitantes de Stars Hollow, os avós e, principalmente, a mãe, eu chorei, chorei feito boba (é, não são só fatos tristes que me tocam).
A outra vez foi no final da série, quando a cidade se organiza para fazer uma festa de formatura/despedida para Rory. Tá, não foi só por causa disso, foi por causa de tudo, era o fim, afinal, como canta a garota dos lálálás da série “I don’t know how to say goodbye to you”. Bon Voyage, garotas Gilmore e cia!

Todos dizem que a coisa mais fácil que existe é chorar com Grey’s Anatomy, mas lembre-se eu sou peculiar nesse aspecto. Embora tenha me emocionado várias vezes com os personagens, só chorei duas vezes. A primeira foi com uma paciente, acho que na segunda temporada, que está no leito de morte, mas esconde o fato da filha, que é meio insolente. Alex Karev, nosso McEvil, pressiona a mulher a falar a verdade, então, ela tem uma conversa com a garota, dando dicas para um futuro que ela não vai poder está presente, sem dizer que está para morrer, mas deixando isso claro nas entrelinhas (algo que me lembrou Minha vida sem mim). Então, ralas lágrimas rolaram aqui, enquanto a filha e a mãe choravam na telinha.
A segunda vez foi ainda mais impactante: a morte do pai do George O’Malley. O episódio já estava triste e emocionante por si só, mas no final, quando a coração gelado Cristina Yang chega pro George e diz que ele acaba de entrar no clube dos pais mortos (do qual ela e eu também fazemos partes), e ele diz que não sabe viver num mundo sem o pai dele e Yang diz que esse sentimento nunca irá mudar. Pronto, me desmanchei.

A família Walker quase me faz chorar todo final de episódio, seja de felicidade ou tristeza. Mas Brothers & Sisters só me levou as vias de fato apenas uma vez, quando minha sister preferida, Sarah, mulher forte, divertida e segura, perde a guarda dos filhos para o ex-marido covarde. Desde que o juiz anunciou a decisão até ela sentar ao lado da mãe chorando em seu ombro, após os filhos deixarem sua casa, eu era só lágrimas.

Studio 60 foi outra que conseguiu a façanha de me fazer chorar por duas vezes, e olha que a série só teve uma temporada. Ao fim dos episódios, eu sentia vontade de abraçar a TV; no de Natal, eu quase chorei; mas no espisódio 14, quando Matt e Harriet tem uma profunda discussão de relacionamento, sem clichês, só puro sentimento se tornando sofrimento, não deu para me conter, chorei. Aaron Sorkin escreve os melhores e mais tocantes diálogos. Fato!
A segunda vez foi no final, que além de ter tido uma alta carga de emoção para as histórias dos personagens (que eu já amava intensamente), foi o final prematuro e injusto para uma das melhores produções da tv americana (quiça do mundo!). Triste, muito triste.

Por fim, Six Feet Under. Uma série que mexia comigo, com meus sentimentos mais internos e escusos A cada episódio a família Fischer e agregados me dava uma lição de vida (ou de morte, já que eram donos de uma funerária). Six Feet Under tinha uma carga emocional tão forte, que ao final dos episódios eu sempre ficava com uma sensação esquisita, de vazio na maioria das vezes. Consegui passar cinco temporadas sem chorar, mas no grande e excelente final, não teve como, era humanamente impossível, até para os mais frios e insensíveis, quanto mais para uma pessoa (levemente) vulnerável quanto eu.