Caminhando

Caminhando, mentalmente escrevi um e-mail-desabafo enorme e sem destinatário, embora um ou outro rosto amigo me viesse em mente enquanto eu destilava lamúrias, receios, dores e outros sentimentos nada atrativos que me apetecem esses dias. Se eu fosse o Chico Buarque, teria escrito um livro da Lya Luft entre as passadas que dei da Volta da Jurema até o aterro da Praia de Iracema (ida e volta, é bom constar) – não me levem a mal, até gosto da Lya Luft (gostei da metade dos livros que li dela e acho que li dois ou quatro).

Arnaldo Antunes cantarolava no mp3 player, a voz era vibrante e forte, mas o tom era triste, muito triste. Sempre é.  Sério, ele me faz chorar. E meu amigo-destinatário-imaginário pode culpá-lo por ter agravado a tristeza das linhas do e-mail. Sorte dele que me falta coragem para apertar o enviar, pois ele também não suportaria o que viria  anexo às palavras.

Azar o meu que ninguém me ouve (lê).  Sigo sozinha, mendigando atenção, sedenta por carinho, desviando dos estardalhaços das minhas companhias, reclamando das dores no tornozelo esquerdo, louvando cada pequeno gesto de amor que me é dado…  Mas só sobram telefones que não tocam, e-mails que não chegam, mensagem que não bipam no celular, campainha que não toca… E eu me condeno por esperar por isso, então, é quando Dylan entoa na minha mente: “I’m too sensitive or else I’m gettin’ soft”.

Amanhã vou caminhar ouvindo Kleiderman: “amor é uma coisa feia”. Caminhar não, vou correr (foda-se o tornozelo) para voltar em tempo de terminar a leitura de Um bestseller para chamar de meu. Daí vou me inspirar para escrever o meu próprio bestseller (muitos leitores sem rostos), no qual desabafarei à vontade (com muito ironia e sarcasmo de preferência) por trás de um alterego. É esse o plano.

Breve diário de viagem

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Adoro conhecer novos lugares, pessoas, entender a dinâmica e as peculiaridades de cada cidade, encontrar semelhanças, se encantar com as diferenças e notar que isso forma um bolo só (para o bem e para o mal): Brasil. E foi bem isso que aconteceu pelo Sul. Vamos por partes, ou melhor, por cidades.

Porto Alegre/RS

Juro que achei que ao desembarca na capital gaúcha naquela tarde ensolarada, eu realmente ia me deparar com um outro país. Mas não é que esse outro país parece bastante com o meu? Em termo de pessoas e arquitetura. Guardada as devidas proporções, claro. Enfim, não consegui conhecer muito de Porto Alegre, mas já simpatizei total com a cidade e seus habitantes.

No show dos Titãs que assistir por lá, no bonito e moderno Teatro Bourbon Country, a platéia estava animadíssima, e Paulo Miklos revelou uma vontade da banda de ser gaúcha por aquela semana (que fariam uma mini turnê pelo estado), em resposta, o público bairrista começou a gritar “eu sou gaúcho”. Com isso, Sergio Britto (e seu pé atrás com o ufanismo) alertou e sentenciou que somos, no final das contas, de lugar nenhum. Bem propício, já que eu, uma cearense, estava nessa viagem (e nesse show) acompanhada de uma gaúcha, uma catarinense e uma paranaense (depois ainda se juntaram mais duas dessa laia).

Lajeado/RS

Cidade pequena. Poucos táxis disponíveis. Hotel meia boca. Pessoas irritantemente efusivas. Lajeado foi a que proporcionou os momentos mais tragicômicos da viagem.

Não se tinha muito o que ver ou fazer por lá, mas o nosso único objetivo era chegar até Muçum, uma cidade ainda menor (bem menor), com por volta de 3 mil habitantes e mais ou menos uns 40 minutos de Lajeado. O show foi numa espécie de boate, com direito a todos os chatos tuts, tuts, tuts martelando no ouvido antes e depois do show. Sem contar os nossos companheiros de van, que insistiam em cantar de funks a hinos religiosos, passando, claro, por canções gauchescas. Dor de cabeça bombando.

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Passo Fundo/RS

Hora de começar a subir a serra. Assim que cheguei a Passo Fundo, vi que os nativos da cidade andavam bem agasalhados, o que me deixou temerosa. Afinal de contas, se eles estavam sentindo frio, eu iria congelar. E quase congelei mesmo, mas eu nasci para o frio (até minha pele e meu cabelo ficam melhores com os ares sulinos), então, tirei de letra.

O hotel era bacana, mas os funcionários eram meio panacas. Não entendia coisas obvias e se atrapalhavam tanto que até nos confundiam. Bom, o importante é que nessa altura da viagem, já éramos uma entrosada turma de seis pessoas maravilhosas. A sintonia era tanta que surgiam novas piadas internas a cada segundo. Sem duvidas, uns dos dias que mais ri na vida. Aliás, nesse dia ninguém dormiu, ficamos rindo até a hora de tomar café.

E em plena sexta-feira santa, andamos uns 35 km e fomos berrar os versos do bendito e maldito rock na também pequena Marau. Consta que o padre da cidade até tentou cancelar o show. De certo, nosso santo era mais forte.

Nova Prata/RS

Quase que eu e a caterinense fomos para Gramado encontrar com a amiga pernambucana, que estava passando o feriadão com a família por lá. Mas não encontramos uma vaga em hotel, nem um assento de ônibus sequer, portanto, seguimos subindo a serra gaúcha em direção a charmosa Nova Prata.

A cidade era tão pequena e encantadora, que os próprios taxistas nos aconselhava a ir a pé para os lugares. Arrastando malas, chegamos ao hotel-shopping, que por sua vez era, segundo a recepcionista, uma, duas, três ou quatro quadras no Grêmio Pratense, local onde teríamos que estar naquela noite.

O frio era grande, mas a noite foi cheia de calor humano. O mais memorável foi a música que Paulo Miklos dedicou a nós durante o show. Não existe o amor, apenas provas de amor. E a madrugada seguiu regada de champanhe, riso e rock’n'roll.

O dia seguinte era domingo de ramos, então, tivemos o nosso almoço pascoal. Um almoço um tanto quanto surreal, já que no mesmo recinto gastronômico estava a banda de rock e uma senhora que comemorava seus 80anos com toda família.

A comida do Estrela do Sul, restaurante de beira de estrada, deixou a desejar, mas como somos uma turma sensacional, nosso papo e nosso ovo de páscoa foram transcendentais. Você tem fome de quê?

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Águas de Chapecó/SC

Finada a turnê, fui com a catarinense para sua terra natal. Cidadizinha tranqüila e cheia de pessoas do bem, mas com um sotaque que às vezes me faziam duvidar se falavam realmente português. Quem sabe misturassem com o alemão ou italiano, tão comum para aquelas bandas.

Por lá, acabei até conhecendo uma hidrelétrica e provavelmente a metade da cidade. Gostei de tudo.

Curitiba/PR

Eu tinha uma paixão platônica pela cidade e não me decepcionei. Lugar lindo e verde. Frio e hospitaleiro. Conheci o oil man (figura pitoresca que besunta a pele de óleo e sai apenas de sunga pelas ruas da cidade), comi pinhão, andei muito, me encantei e constatei que eu nasci para morar pelo Sul, especialmente na capital paranaense.

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Em resumo, apesar de eu ter adorado o Sul e todos os shows, o melhor foram as pessoas que me acompanharam nessa maratona de passeio e música. Afinal, qual a probilidade de viajar com amigos que, em um olhar, você se dar conta que são praticamente de infância e que são pra sempre? Sem dúvidas, ganhei na loteria da amizade.

Sem linha no horizonte

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Defino ressentimento como algo oposto ao sentimento, mas que sensibiliza do mesmo jeito, mas de uma forma negativa, bem daquela que você não consegue manter a cabeça erguida ou conter as lágrimas. Você enxerga além, e isso ao invés de ser surpreendente e primoroso, é triste e doloroso. É esperado, mas te pega sem aviso.  É como um tapa na cara sem motivo, um tiro no pé numa corrida. É errar ao vivo a música que você sabe de cor,  é  perder o vôo (e o rumo) por um minuto de atraso. Enfim, é uma adversativa que nunca consegue colocar um ponto final.

***

Só queria dizer também que o novo cd do U2, No Line On Horizon, está ótimo.  Incrível como esses irlandeses sabem fazer músicas que tocam minha mente, alma e coração, e ainda me fazem querer  “stand up” e ” I’ll go crazy if I don’t go crazy tonigth”, e sair cantarolando e chacoalhando o esqueleto por aí.  Sim, eu danço sozinha no quarto.

A vida até parece uma festa

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“… uma cena que saiu da tela, uma vida que seguiu adiante…”

Em duas palavras: Emocionante e instigante.

Em várias palavras:

Arrebatadora a montagem das imagens de Titãs: A vida até parece uma festa. O documentário é um brilhante quebra-cabeça bem montado de cenas desconexas que contam a história da, me dá licença, minha banda. E, putz, que orgulho dela. Sério.

Achei o começo bem divertido, minha prima de 12 anos (mais ou menos a idade que eu comecei a gostar de Titãs), na sua concepção de vida de século XXI, então, achou tudo hilário. As roupas, os cenários, as performances. Por um momento eu pensei: como isso deu certo? É punk? Não, é Sonífera Ilha! Foi uma geração representada por oito caras totalmente malucos e geniais.

Ao longo da trajetória exposta na película, o mais marcante foram os elos de amizades e as músicas, que tive que me segurar para não berrá-las – no entanto, cantarolei baixinho.

Os bastidores agradaram meu lado curiosa de rockstar frustrada. Queria tá ali no meio daquele bando de amigos, tocando, cantando, surtando, criando, baguçando, enfim, divertindo e divertindo-se. Ainda bem que pelos minutos que duram uma música ou um show, a gente pode ter um pouco daquilo. Diversão é solução sim!

E teve também seus momentos de nó na garganta. Divertido e tenso. Denso e leve. Assim são as melhores ficções, mas aquilo tudo pulsava uma realidade quase palpável, já que volta e meia a gente se sentia dentro do filme.

As cenas a partir do final dos anos 90 já me eram bem familiares. Vivi aquilo. Da minha pré-adolescência até hoje em dia. De cinco minutos guardados a Anjo exterminador. De certa forma, aquela também era a minha história, ou parte dela, vá lá. Uma boa e importante parte. Da minha vida e de tantos outros milhares de fãs.

E se os Titãs consolidaram uma história musical e visceral de amizade, posso dizer também que eles me deram grandes amigos. Amizade que pode ter começado na platéia de um show, mas agora já é pra tudo e para toda vida. Sem contar a minha irmã, eterna companheira de aventuras titânicas, e agora minha prima que já sonha com os próximos shows. Isso é algo.

Como eu, de certa forma, cada um que vá ver o filme tem (ou terá) sua história cruzada ou marcada pelos Titãs. Bom, falo isso do meu lado de cá, de fã orgulhosa da sua banda preferida! Meio como declaração de amor, meio como agradecimento por esses 27 anos de banda e pelos 10 anos marcando minha estrada.

Devastação da calma

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Três percussões, um violão e uma voz têm mais peso do que dez bandas de Metal, e de quebra muito ritmo e poesia.

Ruivicidade

“alegria é um presépio, a tristeza é tentação”

Letras extensas e complicadas que eu sei de cor. Violão incendiário e um ruivo insano. Loucura branda. Com ele, eu gosto do brega.  Das frases mais azuis. Nunca enjôo do seu imenso relicário, até as insuportaveis se tornam empolgantes. Pulo. E eu berro vem.  E eu fico rouca. Com ela, troco olhares que só a nós pertencem. Pertinho de casa, na praia. E quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor. É um momento mágico e de tons vermelhos.

Foto: Nando Reis, show em Fortaleza, 29/08/08.

p.s. Para quem se assustou com o post anterior, vale dizer que eu não vejo mais nada da TV, e acompanhar dez séries requer menos tempo do que acompanhar duas novelas, por exemplo. Bem menos. Tá, depois dessa reflexão eu me sinto menos viciada.

A melhor banda de todos os tempos da última semana

Tem uma banda da qual sou fã há anos, que foi e é muito significativa para mim, por diversos motivos. Uma banda pela qual já fiz várias loucuras. Não loucuras do tipo “escrever cartas quilométricas”, “aparecer nua no quarto do artista”, “comprar tudo e qualquer coisa do ídolo que ver pela frente”, “colecionar objetos do artista de origem e uso duvidosos”, não, nada chegou a esse ponto. No entanto, tenho todos os cds (ou quase todos), sei cantar O Pulso com todas aquelas doenças e Nome aos bois com todos aqueles nomes, já fiquei horas em fila de shows, já enfrentei chuva e sol para chegar ao local de um show, já fiquei esperando eles para pegar autografo e tirar foto e até já escrevi um livro a respeito de todas essas aventuras de fã. Essa banda é os Titãs.

Bom, todo esse enunciado foi pra dizer que, em janeiro desse ano, fui à gravação do dvd Titãs e Paralamas, e essa semana o DVD com esse registro chegou às minhas mãos e pude reviver algumas das emoções do dia. Por isso, segue o relato que fiz na época.

Confesso. As expectativas não eram as maiores, mesmo tendo sido prevenida com expressões enfáticas do tipo “é sensacional”, “maravilhoso”, “incrível”, “abissal” (sic?), etc. Era Paralamas e Titãs, isso por si só já era grandioso, diziam muitos. Ver Arnaldo Antunes tocando novamente com sua banda de origem, isso sim, confesso, não era pouca coisa e era o que mais me animava. Mas não sei, algo me dizia que, bom, como posso dizer? Não seria o show da minha vida. Não ao ponto de me fazer ir até o Rio de Janeiro, mas tudo conspirou a favor e eu fui. Ainda bem que fui. E talvez não tenha sido (talvez) mesmo o melhor show da minha vida, mas é uma história que contarei para os meus netos.

Não somo tantos anos assim, ainda caminho no começo da casa dos 20, mas meu fôlego para fã inveterada anda rarefeito. Não dou mais para passar horas em pé esperando por um show, mas fiquei. E tome chuva naquela Marina da Glória (e em mim). Deve ter sido um teste físico para saber se eu daria conta das próximas 2h30 de espetáculo. Felizmente, passei. E lá na grade (porque lá sim é lugar de se ver show), assim que a chuva cessou, a melhor banda de todos os tempos da última semana entrou no palco ao som de Diversão. Expectativa? Onde? Pra quê? Aquilo estava acontecendo em tempo real e ao som de “ôôôôôôôôô”. Era melhor do que eu podia imaginar.

A fusão de 25 anos de Titãs e 25 anos de Paralamas contabilizavam 50 anos de Rock e de sucessos, atirados assim, um a um, acorde por acorde, batida por batida (ah, esses bateristas!). A equação perfeita? Selvagem mais Polícia mais Andreas Kisser. E isso era só o começo, a primeira parte. A segunda foi reservada apenas aos Paralamas, e aquele clima brejeiro, meio regueiro, desacelerando o ritmo. Todo mundo diz que se emociona com Lanterna dos afogados. Nesse caso, eu sou todo mundo. Britto, Paulo e Branco fazem uma visita ao palco e entram no coro em Uma Brasileira, Gavin toca pandeiro em Alagados. Assim, bem no clima de jam session lá em casa.

A volta das duas bandas é acústica, banquinho, violão e bandolin by Miklos. Bonito de se ver e ouvir. Samuel Rosa, sob gritos de “Playmobil”, participa dessa parte, cantando Lorinha Bombril.

Depois os Paralmas deixam o recinto e os Titãs, só os 5 remanescentes, dão continuidade a festa. Aquela era a minha banda preferida. Era não. É. Sempre será. Há mais de um ano sem ver show deles, não poderia matar melhor as saudades. Adoro essa formação garagem. Adoro o “sai do chão” e o “levanta a mão” de Epitáfio. Adorei a homenagem ao Marcelo Fromer antes de Bichos Escrotos. Adorei o encontro de bateras em Cabeça Dinossauro. Genial. E amei o coro que a platéia puxou antes de AA-UU. É, também estávamos bem afiados.

E voltamos com Paralmas e Titãs. E da-lhe sucessos. Go Back linda, mas senti falta de um poeminha, talvez até em espanhol. Só que o melhor dessa parte sem dúvidas, foi a presença, a voz e a performance de Arnaldo Antunes em Comida (adoro!) e Lugar Nenhum (com Andréas Kisser). Pedidos de O Pulso já começaram a entoar nos quatro cantos da Marina, mas nada. Terminamos com Ska e sax de Paulo Miklos. Eu também terminei ganhando uma palheta de Tony Bellotto (aquela com o desenho do Cabeça Dinossauro. Ainda não tinha. Me permitam um momento tiete: aaah, linda!). Acho que a única que ele deu durante o show.


Ainda tínhamos o bis. Ainda bem. Com Meu Erro a chuva voltou, agora fazendo bonito. Fechamos com Flores, mas não foi o fim. Voltaram para repetir algumas músicas (quatro pra ser mais exata) que não ficaram assim tão boas (como?!). E se Sérgio Britto diz que a gente pode fazer melhor, eu não duvido. E numa dessas, em Comida especificamente, Arnaldo volta e com ele o coro de pedidos para O Pulso. Dessa vez cederam. Tony começou a tocá-la na guitarra, Britto o acompanhou nos teclados e Arnaldo e Branco começaram a cantá-la em dueto. Foi lindo! Ainda mais que estavam preparando o palco para repetir uma música da parte acústica, com banquinhos, então, o Charles e o Barone já tinham deixado as baterias, os dois, mais o Paulo e o Bi ficaram só olhando a cena, deslumbrados, assim como nós. Fica aqui a torcida para que esse momento saia pelo menos nos extras do dvd (e entrou!!).

No fim, todos no palco (incluindo Andreas, Arnaldo e Samuel) e eu acabada e encharcada, sem saber mais o que era água e o que era suor (detalhe). Mas o que isso importa? Estava lá eu, com amigos queridos vendo a minha banda do coração comungando com sua banda irmã. Isso sim é especial.

Sabe aquele show que você vai e gosta tanto que queria uma forma de guardá-lo de lembrança? Então, o bom é que esse vai (virou) dvd.

DANGEROUS

Dangerous: Como os meios de comunicação construíram/descontruíram a imagem de Michael Jackson como ídolo.

Este vídeo me emocionou na manhã da última segunda-feira. Não sei se porque foi a apresentação de monografia de um dos meus melhores amigos (um rito de passagem, rs), sob a orientação da minha querida orientadora, na minha inesquecível faculdade, etc, ou foi mesmo pela imagem atormentada, assustadora e danificada de Michael Jackson.

O primeiro disco a gente nunca esquece

Ainda no clima musical e das correntes bloguisticas: faça seu primeiro disco.

Essa peguei do blog da paula.

Instruções:

1. Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2. Acesse http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3. Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Opcional: salvar a imagem e colocar nome da banda e título.

Eis o meu:

^^

Trilha Sonora e Das Listas – parte 2

Trilha sonora:

Essa peguei do flog da Lílian.

Abra sua lista de reprodução [Winamp, Media Player ou derivados], coloque em “Ordem Aleatória” e de play. Pra cada pergunta, coloque a música que estiver tocando. Quando for pra outra pergunta, mude de música!.

Antes de tudo: as músicas que estão no meu pc não são necessariamente das minhas bandas preferidas. Aliás, algumas estão aqui só por acidente e, em geral, das minhas bandas preferidas eu escuto no som mesmo, oras (até porque escuto muito pouco som no pc).

1] Créditos de Abertura: War on Sound – Moonbabies
(O título faz sentido)

2] Ao acordar: Barely Legal – The Strokes
(Uma boa começar o dia assim: “Dirija-se para o trabalho, você chegara a tempo. Esses pequenos problemas não são seus, nem meus”)

3] Primeiro dia de aula: Come to Me – Koop
(Só se estiver muito ansiosa para voltar ás aulas, que dependendo da aula, pode ser..)

4] Infância: Catch My Disease – Ben Lee
(é, né, é uma época cheia de doenças infectuosas…rs Mas eu amo essa música!)

5] Ao se apaixonar: Sealion – Feist
(Numa visão meio pessimista, quem sabe)

6] Música de Batalha: Tears Dry on Their Own - Amy Winehouse
(É uma boa maneira de se encarar)

7] Fim de namoro: A Whisper - Coldplay
(Só se a pessoa estiver desesperada, o que não é difícil nessa situação)

8] Formatura: How We Operate – Gomez
(Serve, principalmente se você se formar em medicina, rs)

9] Vida: Coming Back for More – Hanson
(Depende do ponto de vista…)

10] Faculdade: Valerie – Amy Winehouse
(Se forçarmos a barra, pode ser)

11] Colegial: Broken – Lifehouse
(No melhor estilo problemas da adolescência)

12] Depressão: Circles – Natalie Walker
(Total!)

13] Na estrada: Let Me Out – Ben’s Brother
(“Eu antes preferiria estar vagueando de fome e sem teto do que aqui no afeto da derrota silenciosa… Então deixe-me sair ou deixe-me entrar” Acho que funciona…)

14] Flashback: Keep Breathing – Ingrid Michaelson
(Amo essa música! Acho que cairia bem num flashback e num flashforward também)

15] Reatando namoro: Leave The Ligth On – Hanson
(perfeito, caiu como uma luva: “Se você me ajudar a encontrar o meu caminho de volta… de volta ao seus braços amorosos”)

16] Casamento: Such Great Heights – Postal Service
(É bonitinha, não muito cerimonial, mas bonitinha)

17] Nascimento do filhos: God Put a Smile Upon Your Face – Coldplay
(“Para onde vamos, ninguém sabe. Nunca diga que está deprimida, quando Deus te deu estilo e graça e colocou um sorriso em seu rosto”, para mim, seria lindo)

18] Batalha Final: I Me You - Jim Noir
(Só se todos entrarem em uma paz confusa)

19] Cena de morte: Last Nite - The Strokes
(é, pode ser… o título é perfeito)

20] Música do Funeral: Great Divide - Hanson
(Ahá! A melhor! )

21] Créditos Finais: Addicted – Amy Winehouse
(Ah, nada ver, só forçando a barra…rs)

Top 5 bandas:

Aproveitando o clima musical, segue a lista das minhas bandas preferidas. Até que não foi muito difícil. Impossível seria fazer um top 10.

1 e 2 – Titãs e Hanson (Não consigo escolher entre os dois, ok?)
3- Chico Buarque (Não é uma banda, mas vale por uma orquestra)
4- Cordel do Fogo Encantado
5- U2

Num Top 20, entrariam também: Sam Phillips, Matt White, Zeca Baleiro, Los Hermanos, Nenhum de Nós, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Cazuza, Nick Drake, Silverchair, Red Hot Chili Peppers, Kleiderman, The Clash, Emma Bunton, Pato Fu e alguns dos citados na trilha acima (e outros tantos, quem sabe…)

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