Vinte e poucas frases de Meredith Grey

Junho 19, 2008 at 10:35 am (Seriados, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca) ()

Além de ser a protagonista da série, a Dra. Grey é também a narradora oficial de Grey’s Anatomy, suas divagações permeiam o enredo do episódios e, volta e meia, tira reflexões sobre os atos dos personagens, de maneira áspera e doce ao mesmo tempo. No ofício de salvar vidas alheias, ela acaba tirando lições para sua própria vida. São pensamentos simples, juvenis até, mas nem por isso menos profundos e válidos.

Sei que a lista ficou longa, mas se levarmos em conta que a série já teve mais de 70 episódios e cada um tem seu pensamento-mestre com diversas frases de efeito, até que fui bem concisa. Sem mais delongas, com a palavra: Meredith Grey!

Sobre relacionamentos (amigos, família, amores):

Intimidade é uma palavra de cinco sílabas para ‘aqui - está - o - meu - coração - por - favor - esmague-o - como - carne - moída - e - se - delicie’. É uma coisa ao mesmo tempo desejada e temida. Difícil de conviver com e impossível de se viver sem”

“A Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter… Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro… que triste. Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia”

“E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz

“Há um velho provérbio que diz que você não pode escolher sua família. Você aceita o que o destino lhe dá. E gostando deles ou não, amando-os ou não, entendendo-os ou não, você se adapta a eles. Aí tem também aquele que diz que a família onde você nasce é simplesmente o ponto de partida. Eles te alimentam, te vestem e tomam conta de você até que esteja pronto para cair no mundo e encontrar sua própria família, sua tribo”

Sobre o difícil ofício de crescer:

Comunicação. É a primeira coisa que realmente aprendemos na nossa vida. O engraçado é que, depois que crescemos, aprendemos as palavras e começamos a falar pra valer, fica mais difícil saber o que dizer”

“A gente cresce, fica alto, mais velho… Mas, na maioria dos casos, a gente ainda é um bando de crianças correndo no parquinho desesperados para entrar num grupo”

“O desejo pode ferrar com a sua vida. E por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que mais sofrem são aquelas que sequer sabem o que querem”

Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes,oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo”

Sobre verdades, mentiras, erros e suas consequências:

“Aqui vai a verdade sobre a verdade: ela machuca. Então, a gente mente”

“Talvez a gente goste da dor. Porque sem ela, talvez, a gente não se sentisse real”

“Estamos todos danificados, ao que parece. Alguns de nós, mais que outros. Carregamos o dano desde a infância e então, já adultos, causamos tanto quanto recebemos. Definitivamente, tudo que fazemos é causar danos

“Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar”

“Esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer

“A vida já é tão difícil, por que a gente fica arranjando mais problemas pra gente? Que necessidade é essa de apertar o botão de auto-destruição?”

“Então o que torna a Ira diferente dos outros seis pecados capitais? É bem simples na verdade: se entregue a um pecado como inveja ou orgulho e você só machuca a si mesmo. Experimente luxúria ou ganância e você machuca a si mesmo e mais uma ou duas pessoas. Mas a ira… Ira é a pior. A mãe de todos os pecados. A ira pode levar não somente você até o limite, mas também um número terrível de pessoas junto consigo”

“O que é pior: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás, mas nunca o fizeram?”

“Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda.”

Sobre outras coisas da vida:

“Você pode desperdiçar sua vida construindo barreiras e fronteiras ou então você pode viver ultrapassando-as. Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas. E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a se arriscar, a vista do outro lado é espetacular”

“Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir”

“Quem determina quando o velho acaba e o novo começa? Não é o calendário, não é um aniversário, nem um ano novo - é um evento.”

“A superstição fica naquele ponto entre o que conseguimos e o que não conseguimos controlar. Nós nos apoiamos em superstições porque somos espertos o suficiente para saber que não temos todas as respostas. E que a vida funciona de maneiras misteriosas”

“Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão“.

“Algumas vezes o esperado simplesmente perde importância comparado ao inesperado

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Love and The City

Junho 7, 2008 at 1:17 pm (Filmes, Seriados) ()

De uma maneira geral (e como fã da série), eu gostei do filme. Só acho que ele poderia ter sido melhor, bem melhor. A parte comédia, moda e cosmopolitan funcionou bem, já a do drama, sexo e reviravoltas deixou a desejar.

Sex and The City, o filme, peca por ser mais seriado do que filme. Aliás, se fosse dada mais uma temporada, creio que as tramas teriam sido mais bem resolvidas do que em duas horas e meia. O trailer me emocionou mais que o filme, sério. Tudo começou bem, fashion e descontraído, deixando todos a par de que pé estava a história e que caminhos iria seguir. O amor teve mais espaço que o sexo, transformando o filme em uma comédia romântica bem melhor do que muitas por aí. Porém teve uma hora que o filme esfriou e pior: não conseguiu dá conta do enredo, enrolaram muito no meio e o final ficou meio apressado. Muito poderia ter sido melhor aproveitado e desenvolvido. Vamos as críticas:

Miranda e Carrie: Muito forçada a briga delas, só para criar algo para abalar a amizade inabalável ( e isso já tinha acontecido de uma maneira bem mais convincente na série). Deu foi raiva da Carrie fazendo tempestade num copo d’água meses depois do ventaval. Mas eu gostei das duas passarem o filme na merda juntas, companheiras e tal, rendeu boas cenas, tirando a tal briga.

Steve e Miranda: Juro que eu fiquei abaladíssima quando vi no trailer que ele traí ela, mas a cena que ele conta e as demais da crise foram fraquinhas, uma ou duas se salvam.

Big e Carrie: Nunca fui partidária do Big (eu era do time do Aidan), mas não foi por isso que não me agradou o desfecho deles. Forçaram ali uma crise no altar, ainda que condizente, então, até aí tudo bem, mas a forma que ele se redimiu foi, sei lá, sem emoção e clichezinha. Sem contar a reação a Carrie, aí me poupe, só leva toco dele e depois só porque ele manda uns e-mails com cartas de amor plagiadas, tudo se resolve? Sério?! Já vi algo do tipo antes também…

Samantha e Smith: A mulher tem o absolut hunk totalmente hot e fofo aos seus pés e dispensa? Ok, ser monogâmica não é o estilo da Samantha, mas a forma que eles terminaram foi sem graça. “Eu amo você, mas eu me amo muito mais” e pronto, tudo bem resolvido, cinco anos de relacionamento chega ao fim numa boa, muito bem aceito. Não enguli isso.

Charlotte é a melhor do filme. E olha que tinha tudo para não ser, porque ela foi a única que não teve um grande drama, sem contar que, digamos assim, ela era a mais sem graça da série (mas eu adoro a personagem, tá?). Brandy, filho de Miranda e Steve, é muito fofo e é uma mistura perfeita dos dois, incrível! Fofa também é a filha adotiva da Charlotte, a chinezinha Lily. Outra coisa ótima do filme é a personagem Louise, a nova assistente da Carrie.

Para quem é fã da série, vale a pena. Tudo que nos levaram a gostar dessas quatro amigas novaiorquinas estava lá. Ah, no final das contas foi bom reencontrar esses personagens, dá uma espiada como andava a vida delas quatro anos depois, vê-las dando conta dos 40 anos (ou 50, no caso da Samantha) e toda aquela magia, companheirismo e glaumor da amizade delas. Sou fã, né? E, talvez por isso, tão exigente.

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Parêntese terapêutico

Junho 4, 2008 at 10:10 pm (Blog-desabafo, Constatações, Devaneios e divagações, Seriados) (, )

Não sei se é porque ando vendo muita ficção com cenas de terapia (inclusive uma série somente sobre isso: In Treatment*), mas hoje bateu uma vontade de voltar ao tempo (nem tão longínquo assim) do blog-desabafo. Porque, meus caros, eu sou meio cética quanto terapia. Para algumas pessoas essa ajuda profissional é tudo, para mim, nem tanto.

Minha forma de lidar com os meus sentimentos interiores, por assim dizer, talvez seja escrevendo, e eu não falo isso para aparentar um charme pseudo intelectual, tentando soar poético, não mesmo. Eu parto do pressuposto que alguém estranho ouvir minhas lamentações e tentar tirar daí alguma lógica escusa não me diz muito, além de não me agradar, sinto-me invadida (e com certeza alguém teria uma teoria sobre isso). Sou muito mais um amigo, que sem eu me revelar explicitamente, me entende, me poda e me encoraja, sabe como?

Enfim, a vontade de desabafar por aqui, nem que fosse nas entrelinhas, veio, eu combati, passou, retornou e, creio eu, está rodando, mas não cravou lugar. Então, (…). Sabe tudo que pode caber em reticências dentro de um parênteses? É intenso e devastador.

Aliás, alguns parênteses/asteriscos:

* Só para não fugir muito da nova “linha editorial”: In Treatment, série da conceituadíssima HBO, é uma espécie de Big Brother da psicanálise. Cada episódio é uma sessão de terapia (com uma duração em média de uma: meia hora), no qual invadimos o consultório do Dr. Paul e a vida de cinco dos seus pacientes (uma mulher desequilibrada, um ex-piloto bélico perturbado, uma adolescente transtornada e um casal em crise), um para cada dia da semana (o casal é no mesmo dia, a tal terapia de casal) e na sexta é o terapeuta que faz terapia.
Eu não me identifico com nenhum dos pacientes, em nada, os problemas deles são além da minha realidade (não estou dizendo que são maiores ou menores, apenas distintos), mas a minha preferida é a Sophie, a adolescente, são dela as sessões mais tensas. Também acho interessante a terapia do terapeuta, notamos quão vulneráveis podem ser esses profissionais, humanos acima de tudo, não é mesmo? Bom, às vezes essas sessões ficam meio cansativas, porque, imagino eu, deva retratar a terapia como ela é, porém as interpretações e o roteiro são incríveis. Enfim, fica aí a dica para quem gosta.

** Eu já falei de How I Met Your Mother por aqui? Não? Imperdoável! Meu novo sitcom preferido (talvez só perca para Friends). Aliás, parece com a história do sexteto do Central Perk, mas agora é um quinteto que bate ponto no bar Mclaren’s, na mesma Nova York, com o mesmo estilo de humor, mas com narrativa e personalidade própria. Estou adorando. Falei um pouco mais da série aqui.

*** Sexta tem Sex and The City, o filme. Quem mais já se sente na fila?

**** Os parênteses do post ficaram maiores que o próprio… melhor assim.

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Loucura e despersonalização

Maio 27, 2008 at 9:03 pm (Devaneios e divagações, Filmes, Seriados, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca) (, )

Transtorno de despersonalização é o desligamento de sensações exteriores. Consiste na persistência ou recorrente experiência de se sentir desligado, como se alguém fosse um observador de seus próprios processos mentais ou do corpo. Assim definiu Hudson (Matthew Perry), no filme Numb, sobre sua desordem metal. (Logo me lembrei de um trecho da música Underneath, do Hanson: “Waking up this morning, thinking this can’t be real”).

Bom, ele só queria ser uma pessoa feliz com pensamentos felizes e deter suas preocupações e sua ansiedade, como boa parte das pessoas normais, eu acho. Resultado: acabou com o tal do transtorno de despersonalização. E na busca de encontrar o caminho de volta à realidade, em busca da sua cura, ele apelou para tudo: remédios, família, exercícios físicos (por causa da endorfina), roubar (por causa da adrenalina) e diversas sessões de terapias com diversos psicólogos.

Lógico que me lembrei das sessões de terapia da Meredith Grey (em Grey’s Anatomy). Ela também tinha uma espécie de surtos de apatia generalizada, os dois são auto-destrutivos e estavam a um só passo de um completo desastre. Sem contar que a mãe ferrou com psicológico dela, assim como a mãe de Hudson fez com o dele. Só que a Dra. Wyatt foi bem mais eficiente do que todos os médicos de Hudson juntos. Sorte da Grey, azar do Hudson, que teve que tentar juntar seus pedaços sozinhos. Solução para ambos: deixarem de ser obstáculos para si mesmos.

O maior medo dele era ficar louco espontaneamente. Já Meredith, tem outra opinião sobre o assunto: “Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão”.

Os dois tiveram um momento de redenção - lindos momentos, aliás. Porém, no fim ainda ficou uma incerteza no ar. Na quinta temporada de Grey’s, saberemos se Meredith está realmente liberta. Para Hudson, sobra meu otimismo.

Trailer do filme Numb (depois disso tudo, ainda preciso dizer que o filme é ótimo?):

“I don’t need therapy”: cena tragicômica de Grey’s Anatomy (só para notarem o quanto a Meredith é danificada - dark and twisty, como dizem - e o quanto a Dra. Wyatt se garante):

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Extraordinário! Seriously!

Maio 25, 2008 at 1:22 pm (Seriados, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca) ()

Derek e Meredith

“I believe we can be extraordinary together, rather than ordinary apart”

Shonda Rhimes, a tutora dos médicos do Seattle Grace, já tinha anunciado: eles precisariam de força e coragem para confrontar seus medos, fraquezas e conflitos mais profundos. Assim, tudo foi se encaminhando, resultando num lindo final para uma controversa quarta temporada de Grey’s Anatomy.

Uma temporada muito criticada, na qual boa parte dos fãs da série criaram aversão pelo casal George e Izzie; cansaram do casal Meredith e Derek; sentiram falta de Addison e Burke; tornaram-se saudosista da casos-emotivos e das catástrofes de temporadas passadas; se encheram de alguns tramas que pareciam sem fim, dando voltas em torno de si mesmos, assim como dos casos-metáforas. Enfim, eu teria muitas ponderações a fazer sobre todas essas críticas (até porque gostei muito dessa temporada), mas vou me ater aos fatos que nos levaram até o sensacional Freedom, um episódio duplo cheio de emoções à flor da pele, no qual o previsível nunca foi tão impressionante.

Fato é que desde o primeiro episódio dessa temporada, já se apontava que seria um período para mudanças. Meredith até finalizou o mesmo afirmando: “Às vezes, mudar é bom. Às vezes mudar é tudo”. Então, vimos o amadurecimento dos personagens que amamos, (por vezes) odiamos, torcemos, criticamos, nos identificamos, mas, acima de tudo, somos capazes de entender suas motivações, falhas e receios.

Velhos e novos desafios surgiram para esses cinco aspirantes a cirurgiões e seus essenciais agregados, tanto no campo profissional, quanto no pessoal, um interferindo no outro, como é de praxe na vida e, especialmente e intensamente, na série. Numa visão geral, podemos, por fim, notar que alguns dos fatos tão criticados (e até lamentáveis) foram necessários para esse crescimento, ou melhor, mudança de fase, que a série ansiava.

Como Shonda disse, na seasson finale e nos caminhos pós-greve que nos levaram a ela, não tivemos bombas, acidentes de trem ou balsa, carros virando, batidas de ônibus, epidemias… Em suma, nenhuma grande catástrofe. Porém, quem pode dizer que não existem outros tipos de grandes acontecimentos (big traumas, the events), de cunho pessoal, tão difíceis de lidar quanto uma bomba preste a explodir?

Em Freedom, Cristina Yang recuperou a sua groove e voou sozinha. De volta as salas de cirurgia, Burke é finalmente superado e, de quebra, ainda a vimos dando lição de moral em Hanh - mais Yang impossível. Bailey também voltou a ser a nazi, aquela que tem o controle da situação, aquela que nos emociona, impressiona e intimida.

Izzie e Alex

A transtornada Ava/Rebbeca levou o bruto Alex Karev a confrontar traumas, tendo Izzie como ombro, ele desmoronou. É, ele é bem mais que um rostinho bonito e um coração gélido. Izzie, por sua vez, teve o reconhecimento profissional que buscava e lhe cabe perfeitamente. A clínica, que leva o nome de Denny Duquette, é o lugar certo para a doce Izzie, toda sua sensibilidade, alegria e otimismo vão ter palco por lá.

George O’Malley terá uma segunda chance na carreira (e, espero eu, para o personagem que me encantou desde a primeira temporada, mas andou perdendo a graça nos últimos tempos). Claro, que para lutar pelo reconhecimento de Chief, ele precisou de empurrão, vindo de uma solicita e divertida Lexie (aliás, casal fofo à vista).

Um loser coberto por concreto foi o caso-metáfora para Callie, ou melhor, a menina que se envergonhava por sentir algo por esse cara rejeitado pelos seus amigos. Com isso e com uma ajuda básica de Mark, Callie se deu conta e assumiu seus sentimentos por Hahn. Daí tivemos um dos inúmeros beijos do episódio (Detalhe: todas as mulheres que foram beijadas estavam de vermelho). Festival de beijos com a finalidade de nos deixar na expectativa dos rumos que esses relacionamentos podem tomar na próxima temporada.

Por fim, mas o mais importante: Meredith Grey. Suas sessões de terapia e seu experimento médico a tornaram mais confiante. Segurança essa essencial na sua busca em ser extraordinária em todos os sentidos. Ela precisou ser forte, se erguer diante a poça de sangue da mãe e do medo de arriscar e confiar nas pessoas que ama, aceitar o afeto que sempre desejou, mas nunca se permitiu ter. Precisou lutar e ser livre para amar e ser amada. A cena final mostrou o quanto ela foi bem sucedida nessa tarefa também. Meredith, romântica (?), fez com velas uma planta da casa que Derek sonhava construir para eles, só para provar a ele que ela estava finalmente pronta, embora ainda titubeante, estava disposta a tentar ser feliz ao lado dele, pois, como a própria disse: “I believe we can be extraordinary together, rather than ordinary apart”.

Terminamos o episódio com uma Meredith sem palavras, mas a imagem disse tudo: ela estava livre. Todos estão livres, todos lutaram e se permitiram uma nova oportunidade para serem extraordinários. Agora, onde isso vai nos levar? Que novos rumos esses personagens vão tomar? Isso é uma missão para a quinta temporada. Que venha setembro!

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Das listas - parte 1

Maio 23, 2008 at 12:19 am (Constatações, Perguntas e respostas, Seriados, Séries que amo)

Eu sou uma pessoa indecisa, esquecida, instável, emotiva-racional* e contraditória. Por isso não lido bem com listas de top 5, mas hoje resolvi arriscar. Comecei pelo mais fácil, os seriados. A próxima será de bandas e cantores, daí partirei para os maiores desafios de todos os tempos: filmes e livros.

Top 10 Séries que ainda estão no ar:
1- Grey’s Anatomy
2- Brothers & Sisters
3- House M.D
4- Desperate Housewives
5- Dexter
6- How I Met Your Mother
7- Private Practice
8- The Office
9- Dirty Sexy Money
10- Pushing Daises

Top 10 Séries que já terminaram:
1- Gilmore Girls
2- Studio 60
3- Friends
4- Six Feet Under
5- Mad About You
6- Sex and City
7- Party of Five
8- The West Wing
9- Os Sopranos (e olha que só vi o piloto, rs)
10- Seinfeld

É, eu tive que dividir em duas categorias, porque é humanamente impossível eu escolher entre Gilmore Girls e Grey’s Anatomy, por exemplo. Eu já me martirizei muito fazendo essa lista… Ah, é claro que se eu fosse escrever essa lista amanhã, ela já sofreria alterações, só garanto a ordem dos três primeiros de cada categoria e por tempo indeterminado.

Falando nisso, para quem possa interessar, falei sobre os excelentes finais de temporada de House M.D. e Desperate Housewives no Box Fechado, para ler é só clicar aqui e aqui, respectivamente. E hoje tem o final da quarta temporada de Grey’s!!!! Mas, provavelmente só verei no domingo com ele. Possivelmente até lá já estarei sem unhas e com poucos fios de cabelo.

* Emotiva-racional seria um tipo de pessoa que embora se deixe levar pela emoção, sempre busca racionalizar os sentimentos e atos. Impulsiva, porém sensata. Exemplo crítico: Está achando a vida uma merda, só ver o suicídio como saída, mas não se joga da ponte porque pensa no transtorno que seu corpo estendido no asfalto causaria no transito. Ou pior, vai que a queda não a mata? Ou vai que ficaria exposta sendo alvo de curiosidade alheia aparecendo em programa policial tosco e tudo? Ninguém merece terminar a vida assim, por mais medíocre que ela tenha sido. Em suma, emotiva-racional é sinônimo de contraditória-paranóica.

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Meus queridos Walkers

Maio 13, 2008 at 4:45 pm (Seriados, Séries que amo) ()

“Nós Walkers somos como a máfia, uma vez que você entra, nunca mais sai”

Depois de tantos momentos marcantes, a segunda temporada de Brothers & Sisters chegou ao final (nesse último domingo nos EUA) com um episódio que honra a qualidade da série. Sempre mantendo o padrão dos episódios entre o bom e o muito bom, a dramédia da família Walker já conseguiu lugar vitálicio no meu coração. É como Sarah Walker, minha sister preferida, disse na fala a cima: uma vez Walker, sempre Walker.

Bom, Prior Commitments, o episódio final dessa segunda temporada, foi fofo. Não me vez chorar, mas foi lindo, redondinho, equilibrando as risadas e as lágrimas (para quem tem facilidade pra chorar, claro, que não é bem o meu caso). Teve momentos divertidos da peculiar dinâmica Walker e momentos emocionantes, como a conversa sobre maternidade das sisters Sarah e Kitty. Aliás, Sarah sempre consegue me emocionar, não a toa foi em uma cena com ela a única vez que chorei com a série.

Teve também o casamento de Kevin (foto), que rendeu ótimos momentos, antes, durante e depois da festa de celebração ( e só para constar: Kevin é meu brother preferido, acho que já falei isso por aqui).

Ok, o episódio passou no dia das mães lá nos E.U.A, ótima oportunidade para que ele girasse em torno da data, certo? Certo, mas não foi o que aconteceu. Porém, a homenagem ficou nas entrelinhas. Todas as atitudes de Nora comprovaram que ela é o porto mais que seguro e a mãe que todos gostaríamos de ter. Suas cenas foram excelentes e emocionantes (Sally Felds, parabéns! Nora, eu te amo!).

O gancho para próxima temporada veio da desconfiança de Sarah a respeito de uma certa foto e de flashbacks de Kevin com o pai. Teria mesmo William um filho fora do casamento? (assim eu também quero ser uma Walker!). Ryan, esse é o nome que vai mexer com a família na terceira temporada, prevista para estrear em setembro nos E.U.A.

Até lá, queridos Walkers!

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Eles voltaram!

Maio 1, 2008 at 1:46 pm (Seriados, Séries que amo) (, , , )

Essas últimas semanas foram de retorno (pós-greve) na TV americana e, conseqüentemente, na minha “TV” também (maravilhas dos deuses da internet).

Bom, tudo começou com Desperate Housewives. Após uma ótima primeira temporada, uma segunda lamentável e uma terceira meia boca, a quarta estava colocando a série de volta aos trilhos, finalmente. Só que esses últimos três episódios que foram ao ar, não foram ruins, mas também não foram essas coisas, foram normais, oks. Lynette e sua família continuam, na minha opinião, responsáveis pelos melhores momentos. O mistério da vez, aparentemente, não é lá muito instigante, mas acho que ainda vai ser, já é de praxe as reviravoltas de último episódio. Porém, a nova moradora de Wisteria Lane que veio com o mistério, já vale a pena, ela e Bree garantem boas risadas.

Em Brothers & Sisters, minha família Walker não decepciona, sempre mantém a média entre o bom e o muito bom. Cada membro da família tem sua graça e sua carga emocional, e quando se juntam rendem os melhores momentos da série. Enfim, é a minha novela do coração. Os dois episódios que já foram ao ar são ótimos, falei do primeiro aqui.

O episódio da semana passada provou porque Grey’s Antomy é a minha atual série preferida. Foi um episódio leve, divertido, mas, ao mesmo tempo os dramas estavam lá, tipicamente Grey’s. Os meus amados internos (agora residentes júnior, menos George) me fazem sentir. Fato. E eu amo a Meredith! Pronto falei. Ela é a melhor personagem, não sei porque tantos desgostam dela. Ah, e hoje tem mais, a volta de Addie ao Seattle Grace Hospital! Ansiedade mil! Também escrevi sobre o episódio da volta de Grey’s aqui.

House M.D. foi a última das séries que eu assisto a retornar, e como é de seu feitio, chegou chegando. Com sarcasmo e mau-humor afiados Dr. House foi de encontro ao Mr. Nice Guy, seu paciente do dia. Claro que ele, o rabugento mor, ia desconfiar de tanta amabilidade em um só ser só podia ser sintoma de alguma doença. Mas o que eu gostei mesmo foi da continuação do “triângulo amororoso” Wilson-Amber-House. House propondo a Amber a guarda compartilhada de Wilson foi hilário. Tá, não foi um dos melhores episódios da série, mas eu gostei bastante, como também podem ler no box.

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Morrer: verbo transitivo

Abril 20, 2008 at 10:28 pm (Constatações, Seriados, Séries que amo, Tiraram as palavras da minha boca)

- Por que as pessoas precisam morrer?
- Para que a vida seja importante.

Morrer é verbo intransitivo. Quem morre, morre. Certo? Não, se você pegar um programa único como Six Feet Under (A Sete Palmos) que gira em torno da funerária da família Fisher. Via de regra os episódios sempre começavam com uma morte, que podia ou não ter ligação direta com o enredo. Durante as 5 temporadas, vimos vários tipo de mortes. Serenas, bizarras, pitorescas, doloridas, trágicas, inesperadas… Fato é que a morbidez era um sentimento pulsante na série, mas estava longe de ser o único.

Ousada, como tradicionalmente as séries da HBO são, Six Feet Under não nos poupava de tocar em assuntos e sentimentos que, em geral, ninguém gosta de mencionar e fingem, dentro de sua hipocrisia e moralismo, que não existem. Sexo, drogas, homossexualismo, incesto, traição, religião, aborto. A sensibilidade dos temas também não impedia que fossem tratados com profundidade ou sob óticas diversas. A vida é tragicômica e o seriado reflete isso, não só com humor negro, mas com situações que beiram o surreal, dando margem para sonhos, visões e alucinações que eram reflexos da repressão e angústia existencial dos personagens.

E os personagens, ah, os personagens são imperfeitos, sombrios, danificados e perturbados, mas são também encantadores, cada um ao seu modo. Não foi difícil se apegar aos Fishers e seus agregados. Ruth, Nate, David, Claire, Brenda, Rico, Keith, George, apesar de por vezes nos decepcionarem com suas atitudes, humanas acima de tudo, sofremos com eles e assim como eles, sofremos em silêncio, e aceitamos seus defeitos e entendemos suas fraquezas, mais do que qualquer psicólogo. Profissão, a qual, aliás, a série pegou para cristo, criticando e zuando sempre que possível, assim como ao governo Bush, o quê, claro, só vem a somar pontos positivos.

Resultado de uma série de ótimos fatores (elenco, roteirista, produção, direção), Six Feet Under, além de atípica (qual outra se desenvolve em volta de uma funerária?) é, no conjunto geral, perfeita. O final, então, deixou meus resistentes olhos cheios de lágrimas.

Tudo acaba em um momento, talvez seja esse o grande lema da série. E, no caso, Six Feet Under, terminou como começou, excelente.

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Box Fechado

Abril 17, 2008 at 4:42 pm (Seriados)

Agora eu estou falando de séries também por aqui.

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