Hoje aqui, amanhã não se sabe…

Você disse? Eu te amo. Eu não quero viver sem você. Você mudou a minha vida.  Você disse? Faça um plano, tenha um objetivo. Trabalhe para alcançá-los, mas de vez em quando, olhe ao seu redor e aproveite, porque é isso. Tudo pode acabar amanhã.

O parágrafo acima foi a narração que encerrou o emocionante e chocante final da quinta temporada de Grey’s Anatomy. Mais uma vez as palavras da Meredith se encaixaram perfeitamente nas cenas.

Então, antes que o universo, de repente, convertar seus  dias em horas de agonia e fé. Sem certezas para o amanhã, tentando sobreviver ao hoje e apegando-se ao ontem. Percebendo, da pior maneira, que tudo pode acabar ou mudar radicalmente e, na maioria das vezes, sem aviso prévio. Entregue-se aos bons momentos, abrace suas pessoas, sorria, dê valor ao que importa, deixe as miudezas tristes de lado nem que seja por uma fração de segundo. Esses momentos ainda farão toda a diferença. Acredite.

Fraternidade

Nota prévia: No episódio 1.17 Santa Ceia, do Em Família, escrito pelo Rod, eu escrevi um texto em nome da personagem Nora Andrade, uma senhora que aos 60 anos resolveu ter um blog. Embora por motivações diferentes, eu me identifico com o texto (e confesso, foi inspirado um pouco nas minhas próprias experiências também, claro), e se você tem a infelicidade e a dádiva de ter um irmão, talvez também se identifique. Com a palavra, Nora Andrade:

As minhas lembranças infantis de Natal se resumem em muitas orações e comidas por parte de minha católica mãe, em bebida e canções por parte do meu boêmio pai, e risos e traquinagens por parte dos meus alegres e irritantes irmãos.

Apesar de ser a filha do meio, nunca sofri com a síndrome do filho-sanduíche, pois, por sorte, era a única mulher, com todos os mimos e pressões que se tinha direito na época. Por sorte também, meu irmão mais velho era um altruísta de carteirinha, incapaz de fazer mal a uma barata. Além de toda essa generosidade, era responsável, idealista, inteligente, apaixonado, apaixonante e bem-humorado. Um sonhador nato. Difícil é acreditar que todas essas suas qualidades talvez o tenha levado a seu fim trágico. No entanto, sem antes me servir de exemplo de vida.

Meu irmão mais novo sempre foi uma enigmática contradição. Embora fosse o mais calado, era também, em certos momentos, o mais espevitado. Sempre agia na surdina, por isso ninguém desconfiava dele quando a pia do banheiro ficava aberta até começar a invadir água por toda a casa. O mais velho acabava levando a culpa, claro. Sonso, o mais novo sempre abria o berreiro para alegar sua inocência. Os juízes, nossos pais, sempre ficavam comovidos com tamanha candura. Mas ninguém, nem mesmo o mais velho, que heroicamente ficava de castigo em seu lugar, conseguia ficar por muito tempo com raiva dele, o sonso do sorriso mais luminoso que já vi.

Do mais velho, eu tinha o exemplo, a proteção e o carinho. Do mais novo, a cumplicidade, a empolgação e a minha eterna preocupação sobre seu bem-estar, o mimado.

Irmãos são assim, às vezes os odiamos com uma intensidade que nunca odiaremos algo ou alguém. Mas também somos os primeiros a partir em sua defesa quando alguém o chama de feio. Doaríamos, depois de muito pestanejar, claro, um rim ou até mesmo o seu coração para não vê-lo sofrer (muito).

Com irmãos você divide tudo: brinquedos, pais, doces, atenção, quarto, carinho, problemas familiares, piadas internas e olhares cúmplices. Eles já te viram nos seus melhores e piores momentos. Nos mais constrangedores aos mais venturosos. São os primeiros a rirem da sua cara, mas também os primeiros a lhe darem a mão quando você tropeça e caí de cara na calçada. E, mesmo com uma ponta de inveja difícil de disfarçar, eles são os mais genuinamente felizes por suas conquistas.

Irmãos são os seres mais diferentes e mais parecidos com você no mundo inteiro. Assim, naturalmente, conflitos, parcerias, abraços e tapas são constantes numa relação fraternal. Isso se você tiver sorte, claro. Porque o pior do que todo esse furacão de sentimento é a indiferença que já vi em alguns irmãos por aí.

Por gostar tanto desse negócio de irmão, dei quatro para cada um dos meus filhos. E uma das maiores felicidades da minha vida é saber que mesmo entre trancos e barracos, eles são um time unido, do tipo um por todos e todos por um.

Sabe, eu não me lembro da minha vida sem irmãos. Eu ainda carrego a dor de ter perdido um tão prematuramente e estupidamente. Agora me vejo, aos poucos, perdendo outro. Por motivos tolos? Por orgulho ferido? Por não ser condizente com seus passos? Por não saber perdoá-lo e aceitá-lo?

Irmãos você não escolhe. É sorte. E é pra sempre.


Nota posterior: Agora eu, uma jovem adulta de 20 e poucos anos, resolvi ter um Twitter. Ainda não sem bem como, nem porquê, mas estou .

Sobre mim e os meus personagens

Você assiste a um filme, ler um livro, vê uma novela, acompanha uma série, e, num determinado momento, numa cena, numa fala, num olhar, numa lágrima, numa piada, num riso, tchanran! Acontece, e você pensa (ou até berra, quem sabe): “essa personagem sou eu!” Esse tipo de identificação já aconteceu comigo algumas vezes. Encontrei em alguns seres fictícios algo como uma mistura de quem eu sou, quem eu gostaria de ter sido e/ou quem desejo ser.

31 Lorelai Gilmore (Gilmore Girls): As pessoas não entendem suas piadas, nem o que ela fala. Fala rápido e tem fobias esquisitas. Ela não se entende com sua mãe, e as duas vivem em atritos. É um tanto quanto ácida nas brincadeiras e faz graça sarcástica nos momentos críticos. É refém da sua mente mirabolante e complica coisas simples. Adora café, pizza, chocolate e conversas aleatórias. É independente e carente. Determinada e indecisa. Segura e atrapalhada. É uma gostosa contradição. E se gosta muito de algo, pode revê-lo (ou lê-lo) várias vezes.

Em certos momentos me sinto o tanto quanto Lorelai e quando eu crescer quero ser igual a ela.

4Meredith Grey (Grey’s Anatomy): “Dark and twisty inside”. Sombria, complicada, cheia de traumas e inseguranças. Impulsiva, realista (ou seria pessimista?), carente e indecisa. Dança para evitar os problemas, mas dança mal. Acredita e confia nas pessoas, mas acaba quebrando a cara. Tem medo de se entregar, porque já se entregou demais e o resultado foi traumático. Não é de desabafar, fazer drama e sair contando cada infortúnio ou ventura da sua vida até para os melhores amigos. Fala pouco sobre si, ouve muito sobre todos.

Enfim, eu posso até fingir que sou a espirituosa Lorelai, mas no fundo, sou mesmo é a danificada Meredith. Pelo menos eu tenho minha (s) Cristina (s) Yang pra chamar de my person nos momentos críticos. Só falta o McDreamy.

113077_314Sarah Walker (Brothers & Sisters): A Sarah é meu lado irmã mais velha  com complexo de cuidar de todos e de ter que carregar (ou simplesmente nos dão) a responsabilidade de tudo. No meu caso, família e amigos estão no pacote. E ainda tem que dar o exemplo. Ela também tira as palavras da minha boca. Volta e meia ela tem tiradas que eu já havia dito ou diria nas situações em questão. Pensamos e agimos parecido.

Só queria ficar mais parecida com ela com o tempo também, adquirir um pouco mais de confiança e sensatez que ela tem. Em tempo: eu seria um pouco também do seu cínico (no bom sentido) irmão Kevin Walker.

2Chandler Bing (Friends): Ser sarcástico para esconder os verdadeiros sentimentos é uma característica que está presente em todos os meus personagens, mas em especial no Chandler isso é mais notável, talvez porque comédias são assim mesmo mais exageradas. Enfim, às vezes só nos resta fazer graça da desgraça mesmo.NUP_103722_0681

Matt Albie (Studio 60): Simples: Se eu fosse homem, eu seria igual a ele. Fato. Com todas as neuroses, vícios e paixões (e, quiça, talento também).

Sara e Carol Andrade (Em Família): Bom, como são personagens que eu ajudei a construir, naturalmente elas tem um pouco de mim. Na verdade, bastante, porque acabei sendo responsável pelo rumo das duas na história. Carol um pouco menos. Já a Sara é quase eu, só que numa versão ampliada e melhorada. Coisas que só a ficção pode fazer por você.

Um minuto para os comerciais

Pra quem não sabe, eu orgulhosamente escrevo com mais quatro amigos uma, digamos, série escrita, chamada Em Família, que conta a história da família Andrade e é inspirada (mas é diferente) em Borthers & Sisters. Ou seja, caminha pelo humor e pelo drama com as idiossincrasias de todo núcleo familiar que se preze.

Pois bem, o episódio que foi ao ar hoje (o 11º já!) é de minha autoria, então, pra quem já acompanha, fica o lembrete, e para quem ainda não conhece, fica a dica. É só clicar aqui. Aguardamos os comentários, considerações, sugestões e críticas.

Ainda no ramo “escrever + seriados”, comecei a colaborar com o Blog na TV. Vou resenhar por lá. Quem gostar do maravilhoso mundo das séries é mais que bem-vindo.

Em Família

Seis pessoas que gostam de escrever + um família disfuncional = Os Andrades.

Para saber mais: www.osandrades.wordpress.com

Fall Season parte 2

Então, continuando a saga da volta das séries…

Como eu digo, Brothers & Sisters não me decepciona. A estréia da terceira temporada foi simplesmente sensacional! Episódio tenso e sensível, de fazer chorar e rir, assim, bem ao estilo Walker. Melhor premiere sem dúvidas. Bom, talvez, empatada com Californication. Mais sobre o episódio pode ser lido aqui.

Grey’s Anatomy, que eu falei aqui, me decepcionou um pouco. Não sei se porque as expectativas estavam grandes, ou se porque eu tinha lido muitos spoilers ou ainda porque são personagens demais e fica difícil dar conta e rumos interessantes para todos, mas a volta de Grey’s merece no máximo um 8,5,  e só devido aos sempre ótimos pensamentos de Meredith, à amizade da mesma com a Cristina, ao ceticismo dos personagens e ao novo médico militar e prepotente.

Go SWAT something!

Private Practice: Go SWAT something!

The Office funciona melhor nos seus habituais episódios de 20 minutos, a estréia com um episódio duplo perdeu um ritmo em alguns momentos, mas não deixou de ser boa. Matei as saudades das piadas do Jim e da vergonha alheia pelo Michael. Desperate Housewives e Private Practice me surpreenderam. Vieram com episódios redondinhos e bem interessantes, prometendo bons momentos pela frente.

E, por fim, Dirty Sexy Money e Pushing Daisies. Dirty Sexy Money é despretensiosa e sabe disso, então, você não espera nada dela, ela não promete nada e você se diverte, pronto. Agora o episódio “Bzzzzzz” de Pushing Daisies estava mais para ZZZZZZZZZZ.  Ok, tá que a série é um primor em fotografia e tem cenários lindos, mas história envolvente que é bom, nada. Larguei por hora, minha lista de séries já é grande, preciso selecionar bem.

zzzzzzzzzzzz

Pushing Daisies: zzzzzzzzzzzz

No mais, True Blood é tosca, mas é boa. Desisti de Fringe. A minha série teen Privileged continua bacaninha. House só tá se salvando pelo detetive. Secreat Diary of a call girl está empolgante. How I Met Your Mother ainda não me fez morrer de rir, mas continua agradável.

Ah, e eu já fechei de vez me grade de programação, só um ou no máximo dois episódios por dia, intercalando uma série de 40 min e uma de 20 min. Mais ou menos uma hora por dia vendo séries. Ou seja, o equivalente a um capítulo de novela por dia.

Fall Season

Então, começou a fall season (período de volta das séries em solo americano)! E como você leu (ou não) aqui, é uma época cheia de emoção para mim. Inclusive, já tenho algumas considerações prévias a respeito:

- O Emmy (dito como o Oscar da televisão americana) passou ontem e, bem, ele é mesmo parecido com o Oscar, principalmente no quesito premiar quem não merece ou não premiar quem merece muito.  Sem contar o quesito festa chatinha que pretendia ser engraçada.

- Sobre as novas séries que eu fiquei de conferir: True Blood se revelou muito, mas muito bizarra, com vários momentos que beiram o tosco, mas, de alguma forma, eu fui mordida, e resolvi que verei mais um episódio antes do veredicto final. Já Fringe me veio com um piloto chatinho, um espécie de filme meia boca de ficção, mas o segundo episódio já me deixou mais interessada, acho que não vou virar devota, mas acompanharei mais um pouco as aventuras de Peter-Pacey, da agente semi-depressiva e do cientista maluco.

- Acho que eu encontrei uma série teen para chamar de minha: Privileged. Agora quando todos começaram a falar das clichezinhas e futeizinhas Gossip Girl e 90210 (o novo Barrados do Baile), eu também terei uma série jovem e descompromissada, que tem lá seus clichês e futilidades, porém tem conteúdo. Só vi um episódio, mas boto fé. Também acho que encontrei minha série “é ruim, mas é bom”, mas ainda não estou preparada para compartilhar isso com um mundo.

- House voltou com um episódio morno, mas com um final de cortar o coração. A série continua investindo no drama para fugir da fórmula, mas o sarcasmo continua o mesmo. Falei mais aqui.

o serial killer e o escritor decadente

o serial killer e o escritor decadente

- Dexter, que vazou na internet bem antes da estréia da TV (que será agora dia 28/09), também voltou com um episódio regular, mas com um final intrigante, preparando terreno para uma nova etapa na vida do meu querido serial killer.

- Sem dúvidas, a melhor coisa até agora foram os dois episódios de Californication que também surgiram antes do previsto. Hank Moody continua desbocado e decadente, e está sendo ótimo vê-lo lutando contra essa sua natureza e seu libido para continuar com os amores de sua vida: sua “esposa” e sua filha. Mais sobre esses episódios de Dexter e Californication pode ser lido aqui.

Bom, não tem nada diretamente a ver com a fall season, mas eu não devia assistir Six Feet Under antes de dormir, pois acabo tendo sonhos muito perturbadores e bem realista. E eu sou um tipo de pessoa que sabe quando está sonhando. Eu sei, pode ser broxante às vezes, mas também recofortante no caso de pesadelos.

Calendário de uma viciada

Estava eu, inocentemente, querendo montar um calendário para poder acompanhar as séries quando as novas temporadas estrearem nos EUA, quando constatei que será uma missão quase impossível. Com a greve dos roteiristas e agora com a mid season, eu comecei a ver tantas séries para preencher o tempo, que minha lista aumentou consideravelmente, estou acompanhando mais de 10 séries! E ainda tem algumas novas que eu queria começar a ver, mas estou vendo que será complicado… Vejamos o calendário (lembrando que para mim a série só ficará disponível um, dois ou mais dias depois, tudo depende dos anjos da internet):

7 de Setembro (Domingo): True Blood
Essa é uma das novas, só quero assistir porque é do mesmo criador de Six Feet Under e é da HBO, ou seja, tem ótimas credenciais. Como é no começo do mês, tá beleza, a maioria das séries  que eu vejo só volta no final de setembro mesmo. Então, vai dar para assistir ao piloto e aos primeiros episódios e avaliar se vale a pena continuar vendo ou não a vida desses vampiros.

9 de Setembro (Terça): Fringe
Outra nova, quero só ver qual é a dela, já que é do criador de Lost e tem o Pacey de Dawson’s Creek. Apesar de ser um episódio de 2 horas, e eu achar que não vai fazer meu tipo, vou dar uma chance.

House: Dying changes everything

16 de Setembro (Terça): House
Logicamente, pelo menos no começo, acompanharei ávida os episódios do meu médico rabugento do coração. Até porque, pelo jeito que terminou a quarta temporada, eu estou louca pra saber como ficará a relação House e Wilson. Então, se Fringe não me pegar, nada vai atrapalhar minhas “terças” com House.

22 de Setembro (Segunda-Feira): How I Met Your Mother
Sempre arranjarei um tempinho para ver meu atual sitcom preferido, afinal é só vinte minutinhos mesmo, e todo mundo precisa de algo para desopilar durante a semana. O quinteto é minha yoga (ou seria “meu yoga”?).

How I Met Your Mother: It's gonna be LEGENDARY!

25 de Setembro (Quinta-Feira): Grey’s Anatomy, The Office e Secret Diary of a Call Girl
Pronto, aqui as coisas começam a se complicar. Grey’s eu só deixarei de ver em caso de vida ou morte, e olhe lá! Por isso, prevejo que The Office e a inglesa Call Girl ficarão um pouco devassadas, mas como são séries de meia hora, não deve ser nada muito drástico. Na verdade, estou pensando em deixar a Call Girl pra ver quando as séries entrarem no intervalo de final ano. É, farei isso.

28 de Setembro (Domingo): Brothers & Sisters, Dexter e Desperate Housewives
Domingo é que tem a situação mais crítica. Teoricamente já teria True Blood (se eu gostar muito da série) e tem Brothers & Sister que é outra que não vou conseguir deixar de ver, a família Walker já é minha segunda família. Dexter, tenho certeza, se eu ver o primeiro episódio não vou poder parar mais de seguir meu serial killer preferido nessa nova etapa sangrenta de sua vida. Com isso, se for deixar alguma de lado, dolorosamente, será Desperate Housewives, mas mesmo com um pouco de atraso, sempre estarei na cola dos moradores de Wisteria Lane.

Brothers & Sisters: Where rivalry... is revelry!

1° de Outubro (Quarta-Feira): Private Practice, Dirty Sexy Money e Pushing Daisies
Bom, quarta é um dia tranquilo, porque se eu atrasar qualquer uma dessas três não afetará minha vida. Na verdade, Pushing Daisies deve ser a primeira a ser eliminada se eu tiver que cortar alguma série. E só Private Practice que estou um pouco ansiosa para ver mesmo.

Ainda bem que In Treatment não volta agora, porque não daria conta de episódios diários da minha terapia televisionada. Tem Lost também, que prometi que iria acompanhar mais fielmente, mas como só volta ano que vem, isso será uma tarefa para 2009.

E vocês? São assim tão viciados quanto eu e estão com dilemas parecidos?

Adendo (edição feita em 05/09/08): Inclua Californication no domingo também, meu mais novo vício.

Instinto assassino e ex-prisioneiros jogadores de voley

Primeiro, o assunto do dia: a derrota do Brasil para os EUA na final do voley masculino. Eu não acompanhei nada dessa olimpíada, nada. Não vi nem sequer uma prova de natação, ou um 100 metros rasos do atletismo, nada mesmo. Não tenho nenhum grande motivo especifico para isso, simplesmente, não assistir. Enfim, mas vi a final de ontem. Estava com uns amigos, e, no calor do momento, decidimos esticar a tarde até a madruga para vermos o jogo juntos. Por que não, né? Que eu saiba não tem nenhuma regra que proíba de ver a final, sem ter visto toda a campanha (tem?).

Enfim, vocês sabem o que aconteceu. Os meninos do Brasil perderam para os participantes do programa de reintegração a sociedade das penitenciárias americanas. Ah, vai dizer que aqueles jogadores não tinham pinta de serem figurantes de Oz? Principalmente aquele Ball. Mas o Stanley é lindo, meio ogrosexual, mas lindo. Inclusive, teve momentos que eu até torci por ele, já que os brasileiros eram só decepção. Ok, eles não amarelaram, lutaram até o final, mas depois do primeiro set, alguma coisa desandou, porque eles estavam errando muito, e os americanos se fizeram em cima desses erros, mas tudo bem, como bem disse Galvão, “se perder, perdeu”. Tadinhos de nós, perdemos e ainda temos o Galvão.

Mudando de assunto (ou não), eu tenho 41% de instinto assassino segundo esse teste aqui. E você?

Lágrimas em cena

Já falei algumas vezes aqui que a minha suscetividade às lágrimas é baixíssima. É muito raro eu chorar vendo algum filme ou série, aliás, conto nos dedos de uma mão só os seriados que já conseguiram esse feito, não à toa são os meus preferidos. Bom, sem mais delongas, inspirada neste post da Gisele Ramos, do blog da TV, selecionei os dez momentos únicos que me fizeram chorar, vamos a eles:

O primeiro filme, e por muitos anos o único, que me fez chorar foi Meu Primeiro Amor (My Girl). Tá que eu tinha menos de 10 anos e que eu era meio apaixonada pelo Macaulay Culkin, mas eu chorei pelo menos nas cinco primeiras vezes que vi o filme. Sim, na cena que ela pede para colocarem os óculos nele, quando ele está no caixão sendo velado. Meu coração infantil não suportava. Lágrimas e mais lágrimas.

Anos e anos depois, fui ver Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me), já era essa pessoa meio cética e “durona” que sou hoje, que pode até se emocionar vendo filmes, mas chorar, imagina! Só que passei o filme todo com nó na garganta, segurando bravamente as lágrimas, mas quando Ann começa a gravar as fitas que deixará para as filhas depois que morrer, desabei.

Gilmore Girls foi o primeiro seriado que eu me vicei para valer e o primeiro que me fez me envolver profundamente com os personagens, claro que foi o primeiro também a me levar às lágrimas e por duas vezes! (sem contar as outras tantos que fiquei com o coração na mão, com olhos marejados ou com um sorriso bobo no rosto). O interessante é que as duas vezes foram em formaturas da Rory (e a minha personagem preferida é a Lorelai). Na sua formatura de high school, durante seu discurso de oradora, que ela homenageia os amigos, os habitantes de Stars Hollow, os avós e, principalmente, a mãe, eu chorei, chorei feito boba (é, não são só fatos tristes que me tocam).

A outra vez foi no final da série, quando a cidade se organiza para fazer uma festa de formatura/despedida para Rory. Tá, não foi só por causa disso, foi por causa de tudo, era o fim, afinal, como canta a garota dos lálálás da série “I don’t know how to say goodbye to you”. Bon Voyage, garotas Gilmore e cia!

Todos dizem que a coisa mais fácil que existe é chorar com Grey’s Anatomy, mas lembre-se eu sou peculiar nesse aspecto. Embora tenha me emocionado várias vezes com os personagens, só chorei duas vezes. A primeira foi com uma paciente, acho que na segunda temporada, que está no leito de morte, mas esconde o fato da filha, que é meio insolente. Alex Karev, nosso McEvil, pressiona a mulher a falar a verdade, então, ela tem uma conversa com a garota, dando dicas para um futuro que ela não vai poder está presente, sem dizer que está para morrer, mas deixando isso claro nas entrelinhas (algo que me lembrou Minha vida sem mim). Então, ralas lágrimas rolaram aqui, enquanto a filha e a mãe choravam na telinha.

A segunda vez foi ainda mais impactante: a morte do pai do George O’Malley. O episódio já estava triste e emocionante por si só, mas no final, quando a coração gelado Cristina Yang chega pro George e diz que ele acaba de entrar no clube dos pais mortos (do qual ela e eu também fazemos partes), e ele diz que não sabe viver num mundo sem o pai dele e Yang diz que esse sentimento nunca irá mudar. Pronto, me desmanchei.

A família Walker quase me faz chorar todo final de episódio, seja de felicidade ou tristeza. Mas Brothers & Sisters só me levou as vias de fato apenas uma vez, quando minha sister preferida, Sarah, mulher forte, divertida e segura, perde a guarda dos filhos para o ex-marido covarde. Desde que o juiz anunciou a decisão até ela sentar ao lado da mãe chorando em seu ombro, após os filhos deixarem sua casa, eu era só lágrimas.

Studio 60 foi outra que conseguiu a façanha de me fazer chorar por duas vezes, e olha que a série só teve uma temporada. Ao fim dos episódios, eu sentia vontade de abraçar a TV; no de Natal, eu quase chorei; mas no espisódio 14, quando Matt e Harriet tem uma profunda discussão de relacionamento, sem clichês, só puro sentimento se tornando sofrimento, não deu para me conter, chorei. Aaron Sorkin escreve os melhores e mais tocantes diálogos. Fato!

A segunda vez foi no final, que além de ter tido uma alta carga de emoção para as histórias dos personagens (que eu já amava intensamente), foi o final prematuro e injusto para uma das melhores produções da tv americana (quiça do mundo!). Triste, muito triste.

Por fim, Six Feet Under. Uma série que mexia comigo, com meus sentimentos mais internos e escusos A cada episódio a família Fischer e agregados me dava uma lição de vida (ou de morte, já que eram donos de uma funerária). Six Feet Under tinha uma carga emocional tão forte, que ao final dos episódios eu sempre ficava com uma sensação esquisita, de vazio na maioria das vezes. Consegui passar cinco temporadas sem chorar, mas no grande e excelente final, não teve como, era humanamente impossível, até para os mais frios e insensíveis, quanto mais para uma pessoa (levemente) vulnerável quanto eu.

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